Wanderléa lança álbum beneficente

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Publicado sexta-feira, 5 de dezembro de 2003 as 00:23, por: cdb

Um dia antes de Roberto Carlos lançar seu disco no Rio de Janeiro, com quase 200 jornalistas espremidos para uma coletiva de imprensa que o aguardaram por quase duas horas além do horário combinado, Wanderléa lançava o seu álbum quase silenciosamente em São Paulo. Nenhum dos dois sabia do disco do outro.

‘O Amor Sobreviverá’, de produção independente e distribuição da BMG, é um mergulho da Ternurinha – grande parceria de Roberto e Erasmo nos tempos da Jovem Guarda – em diversas canções de épocas diversas, especialmente hits do passado. Com uma peculiaridade: é um disco beneficente, todinho destinado à instituição Pequeno Cotolengo, de crianças excepcionais.

O CD da cantora, que hoje tem 56 anos, é geminiana com Lua em sagitário e duas filhas de 18 e 16 anos, traz Wanderléa cantando com a autoridade de pioneira. E a mesma vasta cabeleira.
 
– Quando eu comecei, não havia Madonna. Não havia referencial feminino na música pop. A gente acabou fazendo do nosso jeito, e olha que não tá errado, não –  disse Wandeca, falando por telefone, de seu escritório em São Paulo.

Toda a renda do novo disco dela será revertida para a instituição, e a cantora agradeceu – por meio da imprensa – aos amigos Roberto e Erasmo pela cessão de canções como ‘Sentado à Beira do Caminho’, ‘Mané João’, ‘É Preciso Saber Viver’, ‘Eu Sou Terrível’ e ‘Na Hora da Raiva’. Além dessas, ela gravou ‘Negro Gato’ (Getúlio Cortes), ‘Capela do Amor’ (versão de Phil Spector e Ellis Greenwich), ‘Menino Bonito’ (Rita Lee), ‘Não Vou Ficar’ (Tim Maia) e diversas outras. São 14 canções, ao todo.

Wanderléa gravou o disco com sua banda estradeira, que reúne o guitarrista Lalo Califórnia, o percussionista Jorge Acuña, o baixista Christiano Oliver, o tecladista Beco Vidal e o baterista Anderson de Carvalho.

– Há dez anos eu não gravava. Mas nunca deixei de fazer shows. Fiz turnê esse tempo inteiro – ela disse.

A cantora não se eximiu de comentar novas caras da MPB.
 
– Maria Rita é impressionante, é um DNA na veia. Elis deve estar feliz, passou o bastão. Fernanda Takai, do Pato Fu, tem mais a ver com a Celly, explora a voz, é delicada, eu gosto muito – declarou.