Viúvas de PMs reivindicam seus direitos em Belo Horizonte

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Publicado terça-feira, 28 de setembro de 2004 as 03:02, por: cdb

Viúvas de policiais militares assassinados fora de serviço estão com ações na Justiça de Belo Horizonte na tentativa de conseguir o pagamento de indenização no valor de R$ 25 mil. Na maioria dos casos, o policial foi morto ao evitar um assalto, mas por não estar no horário de trabalho, seus familiares não têm direito a todos os benefícios pagos ao militar assassinado durante o trabalho.

-De janeiro a setembro deste ano 28 policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários foram mortos. No ano passado foram 29 assassinatos. A maioria dos policiais mortos não estava trabalhando, mas eles foram assassinados em função de ser policial- argumenta o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT)

Esse é o drama que vive Patrícia de Moraes de Pinheiro e seus dois filhos. O marido dela, o soldado Flávio Luiz Ferreira dos Santos, foi assassinado ao trocar tiros com cinco assaltantes, mas o Comando da Polícia Militar entendeu que o soldado não estava serviço. Patrícia não teve direito ao seguro de R$ 25 mil e recebe mensalmente pouco mais de R$ 1 mil.

Tramita na Assembléia Legislativa um projeto que aumenta de R$ 25 mil para R$ 100 mil o valor da indenização paga às viúvas de policiais militares. A pensão por invalidez, que hoje é de R$ 25 mil, passaria para R$ 50 mil. Além disso, os filhos dos PMs assassinados receberiam uma bolsa de estudo até que eles completem 21 anos.