Vítima de bala perdida na noite de Natal segue em estado grave

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Publicado quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 as 11:40, por: cdb
Atualizado em 29/12/12 19:55
A criança de 10 anos atingida na cabeça por uma bala perdida na porta de casa, na noite de Natal, permanece em estado grave
A criança de 10 anos atingida na cabeça por uma bala perdida na porta de casa, na noite de Natal, permanece em estado grave

A criança de 10 anos atingida na cabeça por uma bala perdida na porta de casa, na noite de Natal, permanece em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Salgado Filho, nesta quarta-feira, segundo informações do portal G1. Adrielly do Santos Vieira só foi operada oito horas depois de dar entrada na unidade porque o neurologista de plantão não foi trabalhar.

A direção do hospital informou à Secretaria de Saúde que o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, escalado para o plantão noturno do dia 24 de dezembro, faltou ao trabalho. Segundo o secretário municipal de Saúde do Rio, Hans Dohmann, ele pode ser demitido caso seja comprovada negligência no atendimento à Adrielly.

– Pessoas tomaram condutas erradas, seja por não estarem no local onde deveriam estar, seja porque não fizeram as comunicações que deveriam ter sido feitas. Nós vamos abrir diretamente inquérito para apurar e, confirmando o fato que está caracterizado, haverá a demissão do funcionário – disse na terça-feira Dohmman, que ainda admitiu que a demora para realizar a cirurgia pode ter agravado o estado de saúde da criança.

Ainda de acordo com o portal G1, a menina havia acabado de ganhar seu presente de Natal quando foi atingida por uma bala perdida, segundo o pai, o auxiliar de serviços gerais Marco Antônio Vieira. Eles estavam na rua, no momento em que traficantes dos morros do Urubu e Urubuzinho começaram a soltar fogos e dar tiros para o alto, ainda de acordo com Marco Antônio.

– Ela estava animada que tinha acabado de ganhar uma boneca de presente. Quando foi mostrar o presente, ela caiu. Pensamos que ela tinha machucado a cabeça na queda – contou o pai de Adrielly, acrescentando que a menina não  deu entrada no Salgado Filho às 0h20.

Só no hospital é que os pais ficaram sabendo que a menina tinha uma bala alojada na cabeça. “Até as 3h da manhã nós não sabíamos de nada. Isso é um absurdo. Não tem ambulância nem médico para operar a minha filha”, disse Marco Antônio, pouco antes das 8h20 de terça-feira, quando foi informado sobre a chegada de um neurocirurgião ao hospital.

A Secretaria municipal de Saúde informou que será instaurado um inquérito administrativo  para apurar o caso e que havia 18 médicos neurocirurgiões escalados para o plantão de Natal nas quatro grandes emergências da cidade.

A Polícia Civil vai investigar uma possível omissão de socorro no atendimento à menina baleada na cabeça na noite de Natal, e socorrida no Hospital Salgado Filho, no Méier, subúrbio do Rio.

O registro foi feito pelo delegado Luiz Arquimedes, titular da 23ª DP (Méier). Segundo ele, o diretor do hospital foi  ouvido nesta quarta-feira. Adrielly só foi operada 8h depois de chegar à unidade, porque o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves faltou ao plantão. Segundo informações do portal G1.