Violência aumenta no Rio mesmo com Forças Armadas nas ruas

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Publicado terça-feira, 4 de março de 2003 as 18:29, por: cdb

Mesmo com a Operação Guanabara, que mobiliza 3 mil homens das Forças Armadas, e Rio Seguro, com mais de 35 mil policiais e guardas nas ruas, a violência aumentou no carnaval carioca neste ano, em comparação com 2002. A Secretaria da Segurança Pública informa que 70 pessoas foram assassinadas entre sábado e o fim da noite de segunda-feira no Estado – 18,6% mais que os 59 assassinados no mesmo período do ano passado. O secretário de Segurança, Josias Quintal, porém, considerou o balanço “razoável”.

“Havia uma expectativa de grande violência no período, o que não se confirmou”, afirmou Quintal. Ele se referia ao quadro de violência da semana passada, quando ônibus foram incendiados e bombas lançadas, por ordem de traficantes presos no Complexo Penitenciário de Bangu.

Os roubos em transportes coletivos – ônibus, trens, metrô, vans e táxis – também subiram. Passaram de 22, em 2002, para 50 este ano – 127% a mais. Em compensação, o furto e o roubo de veículos diminuíram, respectivamente, de 140 no ano passado para 122 (14,75% menos) este ano e de 138 para 113 (menos 18,1%).

Durante o carnaval, estiveram nas ruas 39 mil homens envolvidos no policiamento. Foram 26.500 da Polícia Militar, cinco mil da Polícia Civil, 4.500 da Guarda Municipal e três mil das Forças Armadas.

Durante o carnaval, o chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, determinou o reforço da guarda nas carceragens localizadas em todo o Estado. Além disso, como parte da Operação Rio Seguro, 400 policiais civis e militares ocuparam, segunda-feira à noite, a Favela da Rocinha, e a polícia promete ocupar também outras favelas. É a “Operação Asfixia”, de repressão à venda de drogas.

Sambódromo

Após os arrastões e tiroteios na área próxima ao Sambódromo na noite de domingo para segunda-feira, que resultaram em cinco pessoas baleadas (uma delas morreu), a segurança no entorno da Passarela do Samba foi reforçada. Não houve incidentes de vulto na área próxima ao desfile das escolas de samba na noite de segunda-feira.

Mas, longe do local, na mesma noite, uma discussão entre dois homens resultou em tiros dentro de um trem que ia do bairro do Méier, na zona norte do Rio, para a Central do Brasil, no Centro, próximo ao Sambódromo. Um policial do batalhão ferroviário morreu e mais cinco pessoas ficaram feridas, inclusive um PM.