Vigilância Sanitária inicia campanha contra alimentar pombos

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Publicado terça-feira, 7 de junho de 2016 as 13:58, por: cdb

A campanha “Criptococose: não seja cúmplice” também orienta as pessoas a não maltratarem os animais e dá dicas para afastá-los sem machucá-los

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

A Vigilância Sanitária municipal do Rio lançou nesta terça-feira a campanha “Criptococose: não seja cúmplice”, para orientar a população sobre os riscos que a superpopulação de pombos pode provocar à saúde dos cariocas e oferecer alternativas para afastar as aves e diminuir esses riscos.

Desde de 9h, técnicos do setor de zoonoses estiveram na Cinelândia, para distribuir material gráfico aos pedestres e mostrar, in loco, como todos podem contribuir para equilibrar a população de pombos na cidade, além de apresentar os serviços que a Vigilância Sanitária faz para esse equilíbrio.

A Vigilância Sanitária municipal do Rio lançou nesta terça-feira a campanha “Criptococose: não seja cúmplice”
A Vigilância Sanitária municipal do Rio lançou nesta terça-feira a campanha “Criptococose: não seja cúmplice”

A campanha tem como principal objetivo solicitar à população para não alimentar o pombo e nem oferecer abrigo, já que é a abundância de alimentos e a fácil acomodação que fazem com que o pombo se reproduza rapidamente, provocando um descontrole e levando riscos aos humanos, principalmente quando surgem as zoonoses (doenças que os animais transmitem aos homens).

Entre as principais zoonoses que o pombo provoca está a criptococose, que é considerada a mais grave, pois ataca as vias respiratórias, por meio da inalação da poeira das fezes ressecadas, que são carregadas de fungos prejudiciais à saúde.

As outras zoonoses são histoplasmose, clamidiose, salmonelose, dermatites e alergias. Todas provocadas pelo contato com as fezes. Além de provocar doenças, as fezes dos pombos causam danos em pinturas, superfícies metálicas, monumentos e fachadas; e contaminam água e alimentos, tornando-os impróprios para consumo. Em locais onde os pombos são alimentados ocorre a proliferação de roedores e insetos, que podem trazer outras doenças.

A campanha “Criptococose: não seja cúmplice” também orienta as pessoas a não maltratarem os animais e dá dicas para afastá-los sem machucá-los, como, por exemplo, manter superfícies de pouso inclinadas, colocar obstáculos para desestabilizar o pouso (como graxas) e fechar com tela os espaços que são usados como abrigos. Sem alimentação e abrigo abundantes, o pombo tende a migrar para a natureza, o que equilibra a superpopulação.

Qualquer carioca que morar, trabalhar ou transitar em locais onde há um grande número de pombos pode solicitar a visita de técnicos da Vigilância Sanitária, que irão ao local e analisar a situação, para passar as orienta- ções mais adequadas. A visita pode ser solicitada pela central de atendimento 1746. Somente em 2016, os técnicos já atenderam 257 denúncias. Em 2015 foram 778.

O pombo

O pombo é um animal com funções importantes na natureza, como a disseminação de sementes e o controle dos insetos. No entanto, essa ave de origem européia vive mais nos grandes centros urbanos de todo o mundo, o que compromete muito suas funções.

Nesses centros, o pombo encontra alimentação e abrigo em abundância e fica limitado a viver próximo ao local onde come e dorme, afastando qualquer possibilidade de se entregar à natureza, já que não é um animal migratório e, por isso, fica acomodado. Essa acomodação é muito prejudicial, pois a natureza é o local onde estão os alimentos adequados a sua dieta, como grãos frutos e sementes. Sem a dieta adequada, contrai doenças e tem o tempo de vida reduzido de 30 para 5 anos.