Vice-governador de Alagoas vai à China e assina oito protocolos

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Publicado quarta-feira, 3 de dezembro de 2003 as 09:19, por: cdb

 Depois de 15 dias percorrendo quatro Estados e dez províncias chinesas, o vice-governador de Alagoas, Luiz Abílio de Souza Neto (PSB), desembarcou nesta terça-feira no aeroporto de Maceió, contabilizando a assinatura de oito protocolos de intercâmbios cultural, tecnológico e econômico, noticiou a Gazeta de Alagoas.

-Esta é a primeira vez que Alagoas vai a China e dá o primeiro passo para estabelecer uma política de relação comercial positiva para os dois lados- comemorava o vice-governador na entrevista coletiva que concedeu no aeroporto.
   

Além do vice, a delegação que foi à China estava composta pelos secretários Executivos da Agricultura, Severino Leão; do Planejamento, Petrúcio Bandeira; da Célula de Desenvolvimento Econômico, Nadja Lessa; secretário adjunto da Indústria e Comércio, Alberto Cabus, além de representantes da Federação da Indústria e Comércio, do Sebrae e três empresários. Abílio não revelou os gastos totais da viagem, mas garantiu que “cada setor pagou a sua parte”.
   

Sobre os resultados concretos da primeira missão alagoana à China, o vice revelou que em janeiro chega ao Estado uma comitiva de autoridades e empresários chineses para analisar possibilidades de investimentos e aquisição de produtos alagoanos. Em junho outra missão chinesa também vem a Alagoas.
   

-Os chineses têm interesse em comprar o nosso álcool, bagaço de cana para a produção de celulose de papel. Alagoas apresentou a sua política de incentivos fiscais. Por outro lado, os empresários de lá querem montar aqui uma central de equipamentos agrícolas e veículos rurais, demonstraram interesse em investir na piscicultura, na rizicultura- revelou Abílio, que chegou impressionado com o poder aquisitivo dos 1,3 bilhão de chineses e com a abertura do socialismo para um novo modelo econômico com base capitalista.
   

O secretário de Agricultura, Severino Leão, destacou que o Brasil e particularmente Alagoas precisa aprender tecnologia para desenvolver a economia familiar.

– O povo chinês produz grande quantidade de alimentos em área de 650 metros quadrados, numa espécie de agricultura familiar-destacou.

Os secretários acreditam que os primeiros frutos da missão surgirão através de intercâmbios cultural e tecnológico.