Vendas do varejo despencam nos Estados Unidos

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Publicado sexta-feira, 14 de dezembro de 2001 as 02:32, por: cdb

As vendas no varejo nos Estados Unidos registraram uma queda recorde no mês de novembro, segundo um relatório do Departamento de Comércio americano. A queda de 3,7% no comércio varejista é a mais elevada desde que esse índice começou a ser medido, em 1992, e segue uma alta recorde de 6,4%, ocorrida em outubro.

O declínio foi muito maior do que o previsto pelos economistas e a queda na venda de carros foi particularmente acentuada, diz o relatório. Analistas dizem que a deterioração da performance no varejo diminui as esperanças de que a economia americana já estaria em seu caminho para sair da atual recessão.

Os gastos dos consumidores americanos são responsáveis por dois terços da atividade econômica do país. “Eu acho que o declínio na venda de automóveis era esperado. O interessante é que a queda na venda de outros produtos sugere que os gastos no quarto trimestre serão ainda mais fracos do que os do terceiro”, diz Kevin Grice, do banco American Express.

A venda de carros liderou a surpreendente alta nos gastos com o varejo que ocorreu em outubro, incentivada por promoções de financiamento criadas para atrair consumidores depois dos ataques de 11 de setembro.

Os números do varejo em novembro também foram parcialmente contrabalançados por uma inesperada queda número de pedidos para o seguro desemprego do país, já que o número de novos pedidos de seguros caiu 18% na semana de 8 de dezembro, o mais agudo declínio semanal em nove anos, segundo o Departamento de Trabalho americano.

No mesmo período, o preço dos bens que saíram das fábricas americanas caíram 0,6%, bem mais do que o esperado para novembro. Isso sinaliza que o Banco Central tem espaço para mais cortes nas taxas de juros do país.

O mergulho dos preços dos produtores ocorreu principalmente por causa da baixa nos custos de energia e do declínio dos preços de alimento. As taxas de juros americanas já foram reduzidas 11 vezes neste ano, o que derrubou as taxas de 6,5%, no começo do ano, para os atuais 1,75%. A redução no custo dos empréstimos bancários tem como intenção encorajar os consumidores e as empresas a continuar gastando, estimulando assim o crescimento da economia.