Varejo no setor de farmácias movimentado por vendas de grande ativos

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Publicado quarta-feira, 7 de setembro de 2016 as 14:18, por: cdb

A Brasil Pharma vai vender a Drogarias Big Ben por R$ 1 bilhão, disseram as fontes que pediram anonimato, porque as transações ainda estão sendo finalizadas. O comprador será o braço de drogarias do grupo industrial e de serviços Ultrapar Participações

 

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

 

A Brasil Pharma, terceira maior empresa de varejo farmacêutico do país, está perto de vender duas unidades por cerca de R$ 1,2 bilhão, numa estratégia para reduzir dívida, disseram duas fontes com conhecimento direto das transações. A Brasil Pharma vai vender primeiro a Drogaria Rosário Distrital para a Profarma Distribuidora de Produtos Farmacêuticos, afirmaram as fontes à agência inglesa de notícias Reuters. A venda, que pode atingir cerca de R$ 200 milhões, tende a ser concluída nos próximos dias, disseram as fontes.

As principais redes de farmácia do grupo Brasil Pharma serão vendidas após dificuldades do BTG Pactual
As principais redes de farmácias do grupo Brasil Pharma serão vendidas após dificuldades do BTG Pactual

Depois disso, a Brasil Pharma vai vender a Drogarias Big Ben por R$ 1 bilhão, disseram as fontes que pediram anonimato, porque as transações ainda estão sendo finalizadas. O comprador será o braço de drogarias do grupo industrial e de serviços Ultrapar Participações, afirmaram as fontes, sem entrar em detalhes sobre o prazo para o anúncio da operação.

Farmácias e drogarias

A Brasil Pharma, que é apoiada pelo grupo BTG Pactual, não comentou o assunto, assim como a Ultrapar e a Profarma. Criada como um veículo para consolidar as compras das redes de farmácias e drogarias Mais Econômica, Rosário, Farmais, Sant’Anna e Big Ben, a Brasil Pharma enfrentou problemas de integração, disputas entre acionistas, dívida elevada e aumento da competição.

O processo de desmantelamento Brasil Pharma ganhou força em novembro passado, quando os fundos do BTG Pactual foram atingidos por grandes saques de clientes, na sequência de um escândalo envolvendo o ex-presidente do banco André Esteves, deixando a instituição sem recursos disponíveis para colocar na operadora de rede de farmácias.

O BTG Pactual conseguiu a venda da rede deficitária Mais Econômica para um grupo de investidores locais por US$ 12 milhões alguns meses atrás. As ações da Brasil Pharma, que acumularam queda de 70% entre 2013 e 2015, dobraram de valor neste ano em meio à especulação sobre a venda de ativos.

A Big Ben, que contribui com aproximadamente 40% da receita anual da Brasil Pharma, tem cerca de 150 lojas no Norte e Nordeste do Brasil, enquanto a Rosário tem cerca de 130 pontos de vendas no Centro-Oeste.