Vagner Freitas é indicado para ser próximo presidente da CUT

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Publicado quinta-feira, 25 de agosto de 2011 as 14:49, por: cdb

Vagner Freitas é indicado para ser próximo presidente da CUT

Bancário é apresentado como possível candidato a suceder Artur Henrique, que comanda atualmente a maior central sindical do país

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 25/08/2011, 17:26

Última atualização às 17:26

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São Paulo – O nome de Vagner Freitas foi apresentado na abertura da 13ª Plenária Estatutária da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo como possível candidato à presidência da entidade. Ele ocupa atualmente a diretoria de Finanças. O sucessor de Artur Henrique será definido em agosto de 2012 no congresso nacional da organização (Concut).

Para Adi dos Santos Lima, presidente da central em São Paulo, o intuito da apresentação do nome é “dar continuação ao projeto de construção da CUT que queremos, para o qual o bancário Vagner Freitas está preparado”. Adi ressalta que se trata do início do debate sucessório. “Vamos levar o debate democraticamente a todas as instâncias da CUT.”

Confirmada a movimentação, seria a primeira vez em que um trabalhador com origem no setor bancário assumiria o posto. Artur Henrique é egresso do ramo dos eletricitários. Antes, a central havia sido comandada pelo metalúrgico Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo), o professor da rede pública paulista João Antonio Felício, e os também metalúrgicos Vicente Paula da Silva, o Vicentinho (hoje deputado federal pelo PT-SP), e Jair Meneguelli (hoje no Conselho de Administração do Sesi).

Em 2005, em substituição a Luiz Marinho, então convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ministro do Trabalho e Emprego, Artur Henrique assumiu a presidência. Nos Concuts de 2006 e de 2009, ele foi mantido no posto.

Após oito anos de aproximação com as outras cinco centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho, o cenário atual é de tensionamento maior entre as organizações. Divergências históricas têm voltado à tona, embora a articulação tenha sido mantida para debates como correção do salário mínimo e da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física.