Uso do celular por grávida pode provocar aborto

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Publicado segunda-feira, 19 de novembro de 2001 as 09:04, por: cdb

Nas ruas é possível ver crianças, guardadores de carros, todos se comunicando pelo aparelho que tanto fascina os brasileiros.

Mas o riscos de ficar falando horas por dia no celular são grandes, alerta o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade da Paraíba, Francisco Tejo.

De acordo com ele, os mais prejudicados podem ser as crianças e adolescentes, por ainda estarem com seus órgãos em formação.

“O aparelho só pode ser usado por menores de 18 anos em casos de emergência”, afirmou, acrescentando que deveriam ser proibidas as propagandas de telefonia celular em que aparecem crianças ou adolescentes famosos, por “estimularem o uso”.

Tejo acrescentou que estudos europeus comprovaram que o uso em demasia do celular ou de telefones sem fio por mulheres grávidas pode causar aborto e má formação do feto.

Os efeitos são nocivos mesmos para grávidas que ficam expostas à radiação das estações de rádio base.

“A mulher grávida pode sofrer desde uma dor de cabeça prolongada até o aborto”, disse.

Os impactos também são graves para os adultos, podendo afetar até mesmo a fertilidade. Segundo Tejo, o uso exagerado do celular pode também levar à depressão, ou causar doenças degenerativas como Mal de Alzeimer, Mal de Parkison, Linfoma, Câncer ou tumores cerebrais, benignos ou malignos.

“As operadoras deveriam ter o dever de informar sobre o risco dessa tecnologia, as pessoas têm o direito à informação”, afirmou o professor.

Tejo informou que na ocasião da privatização das empresas de telefonia, a Agência Nacional de Telecomunicações- Anatel previu que em 2005 o Brasil teria 24 milhões de aparelhos em funcionamento.

Mas neste ano, quase quatro antes da previsão, o país já atingiu a casa dos 30 milhões de celulares.

O fenômeno se repete no restante do mundo. Ao todo, cerca de 800 milhões de celulares estão espalhados em todos os continentes.

A previsão, segundo o professor, é que chegue a 1,3 bilhão em 2004.