União da Ilha levantou arquibancadas com a reedição do ‘É Hoje’

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Publicado domingo, 3 de fevereiro de 2008 as 10:28, por: cdb

Estácio, União da Ilha e Império Serrano são as favoritas ao título do Grupo de Acesso A 

O desfile das escolas de samba do Grupo A, que terminou na manhã deste domingo na Passarela do Samba carioca teve três destaques: a União da Ilha do Governador reviveu um de seus maiores carnavais, quando estava no Grupo Especial, com o samba “É Hoje”. Outras duas agremiações apontadas pelo público e crítica como disputando o direito de desfilar em 2009 ao lado das chamadas “grandes escolas” (àquelas filiadas à Liga Independente das Escolas de Samba – LIESA) são a Estácio de Sá e a Império Serrano.

Primeira escola a desfilar, a Estácio de Sá apresentou belas alegorias, mas pecou em evolução. A União da Ilha levantou as arquibancadas e o Império Serrano fez um desfile emocionante debaixo de chuva. Santa Cruz e Caprichosos correm por fora na disputa pela única vaga que dá direito ao Grupo Especial.

A Estácio de Sá, que luta para voltar para o Grupo Especial,  levou para Marquês de Sapucaí belas alegorias e um rico conjunto de fantasias. O peso de abrir o desfile foi bastante sentido e a agremiação apresentou erros nos quesitos harmonia e evolução. O enredo apresentado pela vermelho-e-branco foi “A História do Futuro”.

Os problemas começaram na comissão de frente. A engrenagem da alegoria usada pelo grupo quebrou e a interação prevista com o Abre-Alas não rendeu o que deveria. Com isso, os vários diretores que harmonia tiveram que empurrar a pequena alegoria, o que comprometeu bastante a evolução do resto da escola.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Deivid e Roberta, sentiu o peso da estréia e fez uma apresentação bastante irregular. Nervosa, Roberta errou parte da coreografia diante do terceiro módulo e chegou a passar mal na Praça da Apoteose.

Para não estourar o tempo, a direção de harmonia mandou os componentes correrem. A bateria também teve que seguir a ordem e não parou no segundo recuo. Outro ponto negativo foi o excessivo número de pessoas com camisa de diretoria que nada faziam no desfile.

A União da Ilha foi buscar no passado um de seus maiores patrimônios para abrir o caminho de volta ao Grupo Especial: o samba “É hoje O Dia”, de 1982, um dos mais regravados da história do Carnaval. A garra dos sambistas esbarrou na falta de recursos que prejudicou o trabalho do carnavalesco Jack Vasconcellos. Se a plástica das alegorias não ajudou, a força do samba garantiu um desfile empolgante, com adesão maçica das arquibancadas, o que deixa a tricolor com condições de disputar o título.

Um dos destaques da escola da Ilha do Governador foi na bateria. Os ritmistas de Mestre Riquinho arrepiaram a Passarela com diversas paradinhas e convenções, garantindo assim a tradição dos comandantes que já passaram pela escola como Mestre Paulão e Odilon. 

Única representante de Niterói no Grupo de Acesso, a Acadêmicos do Cubango, deixou a desejar na homenagem a Mercedes Batista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal. Se antes do Carnaval, a escola era dona do melhor samba e do melhor enredo, no desfile, o resultado ficou aquém das expectativas. Sem patrocínio, a verde-e-branco apresentou fantasias criativas para compensar a probreza de algumas alegorias. O ponto alto do desfile foi a participação de Mercedes Baptista, que veio no quinto carro. Aos 86 anos, a bailarina foi ovacionada e emocionou o público.

Subvencionada com R$ 500 mil da Prefeitura do Rio, a Lins Imperial levou para a Avenida personagens históricos da nossa história para comemorar os 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Na Avenida: Dom João, sua mulher, a princesa Carlota Joaquina, além de Dona Maria, Rainha de Portugal. Um acidente com o quarto carro quase na linha final de desfile, no entanto, fez com que a escola ficasse parada por 10 minutos. Resultado: o tempo estourou e a Lins acabando passando em 65 minutos, cinco a ma