Um terço dos pobres já recebe Bolsa Família

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Publicado quinta-feira, 1 de janeiro de 2004 as 22:12, por: cdb

Maior promessa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2004 e com apenas três meses de existência, o programa Bolsa Família fechou 2003 com alcance de pouco menos de um terço das famílias pobres do País, segundo estimativa do governo federal. Com os repasses feitos dia 22, 36 milhões de famílias receberam R$ 263,2 milhões, alcançando a média de 72,81 reais para cada uma.

O Estado com o maior valor médio do benefício é o Amapá, com 80,51 reais por família. O menor é o Paraná, com 65,82 reais. Por região, a maior beneficiada é o Nordeste, com 74,66 reais em média por família e a menor é o Sul, com 66,61 reais.

– Essas diferenças têm o efeito de corrigir as desigualdades regionais – explica a secretária-executiva do Bolsa Família, Ana Fonseca.

As 3,6 milhões de famílias beneficiadas equivalem a 32 2% das 11,2 milhões de famílias pobres do País. O governo baseia-se em dados de setembro de 2001 sobre famílias em que cada integrante tem renda mensal de menos de meio salário mínimo (em números de hoje, seriam menos de 120 reais mensais). Estima-se em 13 milhões de beneficiados em dezembro.

Para o fim do governo Lula, a meta é chegar a 11,4 milhões famílias, atingindo cerca de 41,4 milhões de pessoas em dezembro de 2006. No levantamento dos benefícios em cada um dos 5.461 municípios que têm famílias recebendo verba do Bolsa Família, o governo encontrou cidades como Belágua e Lagoa Grande, no Maranhão, em que o dinheiro enviado representa cerca de um quinto da renda de todas as famílias.

– Em cidades como essas, há um efeito sobre o comércio local, a transferência de renda é um efeito dinamizador da economia – disse Ana.

O Bolsa Família reuniu quatro programas de transferência de renda do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo Ana, a média de transferência do Bolsa-Escola, do Vale-Gás, do Bolsa-Alimentação e do Cartão-Alimentação era de 25 reais mensais por família.
 
– A média agora é quase três vezes maior – comemora a secretária-executiva.