UE critica prisões e execuções em Cuba

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Publicado segunda-feira, 14 de abril de 2003 as 23:02, por: cdb

Os ministros de Relações Exteriores da União Européia (UE) condenaram nesta segunda-feira as recentes execuções e prisões que ocorreram em Cuba.

Reunidos em Luxemburgo, os chanceleres afirmaram que as relações entre o bloco europeu e o governo cubano serão afetadas pelos incidentes.

Em uma declaração conjunta, os ministros rejeiram “as recentes ações das autoridades cubanas, especialmente as execuções, as prisões de dissidentes em grande escala, os julgamentos injustos e as sentenças arbitrárias e excessivas”.

De acordo com os representantes do bloco europeu, é possível observar “uma deterioração da situação dos direitos humanos em Cuba”.

Apelo

A União Européia fez um apelo pela “liberação imediata” de opositores, ativistas de direitos humanos e jornalistas presos nos últimos dias em Cuba.

No sábado, o governo cubano anunciou a execução de três homens acusados de seqüestrar uma balsa com a intenção de fugir para os Estados Unidos.

As mortes, ordenadas por julgamentos sumários, ocorreram pouco depois da condenação a penas entre 15 e 27 anos de prisão de um grupo de 75 dissidentes acusados de conspirar com o governo americano.

Apesar de os condenados negarem as acusações, o governo cubano alega que os dissidentes tentavam acabar com a sociedade surgida após a revolução de 1959.

Os ministros europeus disseram que os últimos acontecimentos podem fazer com que o bloco reconsidere o apelo de Cuba ao acordo Cotonú, que abre caminho para concessões e ajuda econômica ao governo cubano.

Michael Curtis, porta-voz do comitê de assuntos humanitários da Comissão Européia, afirmou que as atitudes de Cuba podem representar “um passo atrás” nas relações do país com o bloco.

Em um comunicado, a Comissão Européia declarou que “seguirá de perto o atentado aos direitos civis e políticos fundamentais” em Cuba.