Turquia prende suspeitos do EI que preparavam ataque

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Publicado quarta-feira, 4 de novembro de 2015 as 10:26, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Istambul:

Foram presos preventivamente por um tribunal na Turquia, nove supostos membros do Estado Islâmico, que possivelmente estavam preparando um ataque a bomba suicida contra escritórios de um partido político em Istambul, informou o escritório do governador local.

A polícia deteve dois dos suspeitos após uma pequena perseguição na cidade turca de Gaziantep na sexta-feira e sete outros suspeitos foram detidos em incursões policiais posteriores, informou o escritório do governador de Gaziantep em nota na terça-feira.

A Turquia realizou ataques contra militantes do Estado Islâmico na Síria
A Turquia realizou ataques contra militantes do Estado Islâmico na Síria

– Os membros do grupo foram capturados com veículos, granadas, explosivos e armas que iriam usar no ataque. Ataques sangrentos, com objetivo de criar uma atmosfera de medo e caos antes das eleições parlamentares, foram prevenidos – de acordo com a nota.

Na eleição do próximo domingo, o partido governista AK recuperou a maioria parlamentar, perdida em uma votação há cinco meses.

A Turquia realizou ataques contra militantes do Estado Islâmico na Síria, e o presidente Tayyip Erdogan disse que operações contra o grupo e militantes curdos iriam continuar após a eleição.

O escritório do governador de Gaziantep informou que os suspeitos planejavam um ataque contra escritórios de um partido não identificado em Istambul, sob ordens de membros sêniores do Estado Islâmico na Síria.

Procuradores turcos disseram na semana passada que havia fortes evidências que uma célula do Estado Islâmico em Gaziantep realizou uma série de explosões, que culminaram em um ataque suicida duplo, que matou mais de 100 pessoas em Ancara.

Adversário de Erdogan

Na terça-feira, a polícia turca deteve dezenas de pessoas supostamente ligadas a Fethullah Gulen, adversário do presidente Tayyip Erdogan, aumentando uma campanha contra o clérigo muçulmano exilado após a eleição de domingo vencida pelo partido governista.

A procuradoria da cidade de Izmir informou que pediu a prisão de 57 pessoas, incluindo autoridades policiais e governamentais, que supostamente fariam parte do “grupo de terror gulenista”, sob acusações de que buscaram um expurgo no Exército armando um julgamento de espionagem em 2012.

Gulen é o suspeito “número um” na investigação mais recente, de acordo com a agência de notícias Dogan.

A operação aconteceu dois dias após o partido AK, fundado por Erdogan, assegurar o retorno do regime de partido único em uma eleição que, segundo oponentes, aumentou o autoritarismo do governo.

O caso de espionagem de 2012 envolveu o julgamento de 357 pessoas, incluindo soldados, acusados de posse de informações e documentos militares secretos. Os réus foram liberados, mas o caso continua.

Erdogan se virou contra Gulen e iniciou uma repressão contra os seguidores do clérigo exilado, depois que policiais e procuradores vistos como simpáticos ao clérigo abriram uma investigação de corrupção no círculo íntimo de Erdogan, em 2013.