Turquia prende 600 em protestos do Dia do Trabalho

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 1 de maio de 2007 as 12:33, por: cdb

O Dia do Trabalho, nesta terça-feira, foi marcado por protestos e confrontos na Turquia, no Irã e na Nigéria. Os confrontos mais violentos foram registrados em Istambul, capital turca. Cerca de 600 pessoas foram presas depois que a polícia reprimiu uma tentativa de protesto da esquerda pelo Dia do Trabalho.

Policiais dispararam gás lacrimogêneo e usaram cassetete para cercar a multidão que marchava da Praça Taksim, onde seria feita uma manifestação para marcar os 30 anos do “Dia do Trabalho Sangrento”. Em 1977, 34 pessoas morreram depois de disparos feitos por um atirador, que geraram tumulto no meio da manifestação. A manifestação de 2007 está ocorrendo em um país que já está tenso devido à eleição presidencial. Uma corte constitucional está examinando um pedido da oposição para cancelar a eleição do ministro do Exterior, Abdullah Gul, como presidente.

O primeiro turno da votação parlamentar terminou em desordem na sexta-feira. Depois de confrontos violentos em uma área da cidade, um grupo de líderes sindicais recebeu permissão para entrar na praça e colocar cravos vermelhos para homenagear os que morreram em 1977. A polícia turca impediu que equipes de televisão montassem equipamentos de transmissão via satélite na praça, mas um canal filmou os confrontos de um prédio vizinho.

O transporte público foi paralisado, ruas principais foram fechadas, balsas canceladas e estações de metrô interditadas.

Renúncia no Irã

Milhares de trabalhadores de todo o Irã reuniram-se, em uma manifestação do Dia do Trabalho na capital, Teerã, exigindo a renúncia do ministro do Trabalho, Mohammad Jahromi. Manifestantes pediram a libertação de líderes sindicalistas presos e acusaram o governo de inércia no combate aos baixos salários e más condições de trabalho.

Cerca de 50 mil pessoas não receberam os salários por meses ou mesmo anos, enquanto outros perderam os empregos.

Protestos na Nigéria

A polícia foi enviada a partes da Nigéria, pois a oposição afirmou que aproveitaria as manifestações para protestar contra os procedimentos nas eleições presidenciais de abril. A polícia alertou que vai responder com o uso da força a qualquer demonstração ou marcha não autorizada. Grupos de oposição afirmam que os protestos serão usados para marcar o início de uma campanha pacífica que vai pedir novas eleições.

As eleições de abril foram consideradas fraudulentas pela oposição e por observadores internacionais.