Três palestinos morrem e 20 ficam feridos em ataque israelense

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 27 de setembro de 2001 as 18:58, por: cdb

Três palestinos morreram e outros 20 ficaram feridos em mais um choque com soldados israelenses na Faixa de Gaza horas depois do encontro entre o ministro das Relações Exteriores isralense, Shimon Peres, e o líder palestino Yasser Arafat.

O conflito ocorreu na cidade de Rafah. Segundo informações, quatro tanques israelenses avançaram cerca de 200 metros dentro do território palestino, em Salah el Din Gate, e ainda permanecem no local.

De acordo com as informações da Faixa de Gaza, Khaled Abu Habib, um palestino de cerca de 20 anos, morreu durante os choques. Mahmud a.-Shaher, 24, e Akram Abu Libda, 30, morreram em um hospital próximo à área dos choques.

A tensão na cidade de Rafah já dura mais de um dia. Na manhã de quarta-feira, três soldados israelenses ficaram feridos em uma explosão em um posto militar Horas mais tarde um adolescente palestino foi baleado e morto.

Acordo

O líder palestino, Yasser Arafat, e o ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, acertaram na quarta-feira uma série de medidas para tornar efetivo o atual acordo de cessar-fogo na região.

Shimon Peres concordou em suspender o bloqueio imposto por Israel aos territórios palestinos e também na retirada parcial de tropas.

Arafat se comprometeu a colaborar com as forças de segurança isralenses no combate à violência.

Peres e Arafat não quiseram comentar o acordo com a imprensa após o encontro. Um comunicado afirmou que os dois vão se reunir novamente ” dentro de uma semana”.

O encontro ocorreu apesar do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon insistir que não haveriam negociações sem um cessar-fogo de 48 horas.

O encontro estava agendado inicialmente para o domingo, mas Ariel Sharon cancelou o compromisso alegando que Arafat ignorou a exigência do cessar-fogo para a retomada das conversações de paz.

O encontro foi remarcado para quarta-feira depois de intensa pressão dos Estados Unidos, que querem estabilizar a região para tentar obter apoio dos países árabes para a coalizão internacional contra o terrorismo.