Três escolas de samba do Rio homenageiam o teatro

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Publicado domingo, 2 de março de 2003 as 10:00, por: cdb

O Sambódromo do Rio vai virar um grande palco neste domingo, o primeiro dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial, quando três das sete agremiações contarão a história de grandes nomes do teatro brasileiro ou farão homenagens a ele.

O domingo também terá a única escola com patrocínio deste ano, a Grande Rio, que ganhou R$ 2,5 milhões da Companhia Vale do Rio Doce para falar da história da mineração e da própria empresa. Nenhuma outra grande escola conseguiu verbas extras neste Carnaval, o que havia se tornado comum nos últimos desfiles.

Enquanto a Acadêmicos de Santa Cruz, primeira a entrar na avenida Marquês de Sapucaí, conta a história universal do teatro, a Unidos do Viradouro homenageia Bibi Ferreira. A Portela fecha o desfile de domingo apresentando os teatros de revista da Cinelândia. Os carnavalescos não se preocupam com a coincidência dos enredos.

“Cada uma vai falar de um aspecto diferente dessa arte”, diz Alexandre Louzada, da Portela. Mauro Quintaes, da Viradouro, conta que, no desfile da sua escola, o teatro será apenas o pano de fundo para falar da vida de Bibi Ferreira.

Segunda escola a desfilar, Salgueiro vai aproveitar seu 50º aniversário para contar a própria história na avenida com o enredo “Salgueiro, Minha Paixão, Minha Raiz, 50 Anos de Glória”.

A escola de Joãozinho Trinta, a Grande Rio, entra em seguida contando a história da mineração e da Companhia Vale do Rio Doce. O carnavalesco garante que o patrocínio não atrapalhará o desfile e que não haverá publicidade no sambódromo. “Tivemos cuidado para que o patrocínio não interferisse no enredo.”

Uma das grandes atrações da apresentação será um grupo de 14 acrobatas, seminus, que vai formar esculturas com peças de metal para falar da origem do mundo. Mas a maior surpresa do desfile, segundo Joãozinho Trinta, estará no sétimo carro alegórico, que irá representar o futuro.

A Caprichosos de Pilares será a penúltima a desfilar no domingo. Mesmo sendo seu enredo, “Zumbi, a História que Não Foi Contada”, uma homenagem a Zumbi dos Palmares, a escola usará sua última ala para prestar uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, brutalmente assassinado por traficantes de drogas em junho do ano passado.