Travessia perigosa

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Publicado quarta-feira, 22 de janeiro de 2003 as 14:19, por: cdb

Retirar andarilhos, ou seja, pessoas que sobem a pé pelas vias de acesso da Ponte, principalmente a partir do Rio, correspondeu a 20% dos 1,25 mil atendimentos da equipe médica da Concessionária Ponte Rio-Niterói em 2002. O resgate a quem pensa que pode atravessar a ponte andando superou o socorro a pessoas que estavam em ônibus, que foi de 6%, em motos, 2%, e em caminhões, que correspondeu a 1%. Só não superou o atendimento a pessoas que estavam em automóveis, que foi de 40%, e o de vítimas levadas à base médica, de 27%.

Os acidentes de trânsito na Ponte reduziram-se a 5,6% em relação a 2001. Foram 911 ocorrências, com quase 2 mil veículos envolvidos e uma média de 76 ocorrências por mês. A redução de vítimas em estado grave em relação a 2001 também foi significativa: 28%, e houve redução de 6% dos atendimentos médicos em relação a 2001 e de 8% em relação a 2000.

Foram 1,2 mil vítimas com ferimentos leves e atendidas na pista sem necessidade de hospitalização. Outras 31 em estado grave foram hospitalizadas e houve, em todo o ano de 2002, três vítimas fatais, mesmo número de 2001. Uma curiosidade: a ponte ficou sem acidente fatal de outubro de 1999 até dezembro de 2000.

Em relação ao atendimento para fins mecânicos, em 2002, houve aumento de 22% em relação a 2001, e de 36% em relação a 2000. No ano passado, cerca de 44,5 mil veículos foram socorridos. A maior incidência desses atendimentos foi registrada entre 18h e 21h (26%) e entre meia-noite e 6h da manhã (25%).

De junho de 1995, ano em que a ponte foi entregue à iniciativa privada, a dezembro de 2002 foram registrados 256,3 mil atendimentos mecânicos, o que corresponde a uma média de 2,8 mil por mês. No mesmo período, foram registrados 5,3 mil acidentes. No mix de acidentes, 41% foram relativos a colisões traseiras, 23% de batidas nas laterais dos veículos, 18% de choque em objeto parado e 12% em objetos fixos.

PICO
Mais um dado da Ponte S/A. O maior fluxo de veículos do horário de pico, pela manhã, em 2002, foi às 7h30min: 7761 veículos por hora no sentido Niterói-Rio. À tarde, o fluxo foi maior às 18h20min, com 6.028 veículos por hora no sentido Rio-Niterói. A velocidade média registrada foi de 30 km a 64 km por hora.

INSISTÊNCIA
O empresário Nelson Tanure não abriu mão de comprar a Gazeta Mercantil. O executivo está confiante em fechar um acordo para ficar com o jornal. E quer mais.

Também estaria em seus planos ampliar o grupo de comunicação por meio de um consórcio nas áreas de TV e revista.

FUMO LIGHT
Alguns produtores de fumo do Sul do País vão adaptar a partir da safra de agosto as conclusões de uma pesquisa sobre eliminação do uso de agroquímicos em suas lavouras. O estudo, no qual o Brasil é pioneiro, está sendo realizado pelo Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo), pela Universidade de Santa Cruz do Sul, pela Associação dos Fumicultores (Afubra) e pelo Instituto Gaia. O fumo resultante da pesquisa, iniciada há dois anos, é aproveitável, mas seu custo ainda é alto. O Brasil já é o país que menos usa agrotóxicos em suas plantações de fumo.

DESDE PEQUENO
A imagem da ultra-sonografia do futuro neto do presidente do México, Vicente Fox, apareceu ontem nas primeiras páginas dos principais jornais do país.

O curioso é que o bebê aparenta fazer o “V” de vitória com os dedinhos. O mesmo símbolo foi muito usado por Fox durante sua campanha eleitoral em 2000. “Serei avô, e fizeram a ultra-sonografia de meu neto, que saiu com a mãozinha formando o V”, disse Fox na semana passada, coincidindo com a campanha para renovar os ocupantes das 500 cadeiras da Câmara de Deputados, em julho.

QUILOS DE BOMBOM
A polícia e o Comitê de Prevenção de Acidentes de Budapeste estão presenteando com bombons os motoristas que usam cinto de segurança, colocam as crianças em cadeiras infantis e usam viva-voz em vez do telefone celular. Por aqui, seriam necessários quilos de chocolate se o povo decidisse aderir a uma campanha assim.

Inconfidênc