Transtornos na Assembléia não atrasam privatização da Copel

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Publicado terça-feira, 21 de agosto de 2001 as 22:40, por: cdb

A tramitação do projeto de iniciativa popular que foi derrubado pela Assembléia Legislativa não causou nenhum contratempo no trabalho dos advisers (consórcios contratado para fazer a modelagem e avaliação) que preparam a privatização da Copel. O cronograma está rigorosamente em dia. A Booz Allen & Hamilton e o consórcio Diamante -liderado pelo banco de investimentos Dresdner Kleinwort Benson do Brasil – foram escolhidos por meio de concorrência pública para avaliar a Copel e definir o seu valor de negócio. O consórcio Diamante também será responsável pela definição da modelagem do processo de venda do controle acionário da companhia.

O governo travou e venceu uma batalha difícil no Legislativo, mas sabe que terá outras possivelmente na esfera jurídica, até a data do leilão, marcado para 31 de outubro. A oposição acena com uma enxurrada de ações judiciais para impedir a venda da Copel. A favor de si o governo tem as decisões tomadas em privatizações já consolidas e vai se defender com a jurisprudência.

O preço mínimo da Copel, o local do leilão e as regras que devem ser observadas pelos interessados na compra da companhia estarão no edital que será divulgado sexta-feira, dia 24. O edital será publicado em jornais de circulação nacional e regional, no diário Oficial do Estado e estará também na internet, provavelmente no site www.fazenda.pr.gov.br. Apesar dos sobressaltos o processo em marcha da Copel não sofreu mudanças de rota. E tampouco o governo acredita em mudanças.

O BNDESPar, empresa de participação do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem 24,4% do capital total da Copel. O governo mantém a expectativa que o BNDES venda as ações em que tem participação na Copel. O BNDESPar já deu sinal que vai vender as ações no leilão. As ações são resultado de emissão de debêntures da Copel realizada em 1996.

A aprovação da privatização da Copel pelo Legislativo do Paraná favoreceu o desempenho das ações da empresa na Bovespa nesta terça-feira. Copel ON sobe 9,17%, com o quarto maior volume da Bolsa, o que não é habitual para uma ação que sequer faz parte da carteira do Ibovespa. Copel PNB, que está no índice, tem alta de 2,3%.

Composição acionária Copel

BNDES Participações 24,4 %
Estado 31%
Eletrobras 0,6%
Investidores Privados (pulverizados) 43,5%
Outros 04,%

A empresa

Lucro líquido em 2000
430,6 milhões
Dívida total
1,5 bilhão
Patrimônio líquido
4,9 bilhões
Capacidade instalada total
4.545 MW
Número de empregados
6.165
Número de Clientes
2,8 milhões
Extensão das linhas
153 mil quilômetros