Tranqüilidade volta a Beslan, mas ameaças ainda assustam

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Publicado segunda-feira, 20 de setembro de 2004 as 09:46, por: cdb

Duas semanas depois do massacre numa escola em Beslan, na Rússia, cuja tentativa de resgate de reféns terminou com a morte de 322 pessoas, as crianças testemunhas oculares da tragédia já esboçam um sorriso de alívio, mas o fantasma do terror ainda permanece.

Nesta segunda-feira, as aulas, como na semana passada, aconteceram normalmente pela manhã, embora algumas crianças ainda não tenham voltado para as salas, traumatizadas, e outras não se concentrem. Equipes de psicólogos enviadas pelo governo russo permanece monitorando os menores que testemunharam a chacina feita pelos rebeldes chechenos após fracassadas as negociações com as tropas do presidente Vladmir Putin.

Putin se nega a nogociar

 O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou na última quinta-feira qualquer negociação com líderes dos rebeldes chechenos após o drama na escola de Beslan, que deixou mais de 320 pessoas mortas, metade delas crianças.

Alegando que nenhum país civilizado conversou com o militante Osama bin Laden, Putin disse em uma entrevista coletiva na capital do Cazaquistão:

– As atrocidades que encontramos em Beslan nos dão o completo direito moral de insistir que as pessoas que se opõem a Rússia são parte da ‘internationale terrorista – diss ele.

Putin, que falava após um encontro com líderes de 12 ex-Estados soviéticos, afirmou ainda que “há apenas uma maneira de lidar com essas pessoas: com legalidade e dureza”.