Trabalhar e viver?

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Publicado sábado, 18 de janeiro de 2003 as 13:32, por: cdb

A segunda edição da pesquisa “As 100 melhores cidades para se fazer carreira”, desenvolvida anualmente pelo professor Moisés Balassiano da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ebap), vai passar a considerar a questão da segurança entre os indicadores da avaliação. Com isso, São Paulo que, no ano passado era disparado o melhor município para se fazer carreira, pode ter sua posição comprometida ou, pelo menos, abalada. O mesmo vale para Rio de Janeiro e Belo Horizonte, cidades que vieram logo depois da primeira colocada no ranking passado.

– Muitas pessoas abrem mão da carreira para ir viver em locais mais seguros. E este aspecto será levado em conta na sondagem deste ano – observa Balassiano, acrescentando que na primeira sondagem foram observados os itens educação, ativador de carreira, dinamismo econômico, saúde e geração de impostos.

O índice de desenvolvimento humano é outro novo indicador para a pesquisa. Embora considerado precário por considerar apenas três dimensões de uma cidade, Balassiano explica que esse índice tem aceitação mundial. Essas dimensões são: viver bem e longamente, viver dignamente (segundo PIB dos municípios) e nível de escolarização das cidades (número de alfabetizados e de matrículas nas escolas).

A pesquisa das 100 melhores cidades para trabalhar será feita ainda levando em conta o indicador empreendedorismo, ou seja, número de empresas abertas menos o de empresas fechadas, o que não foi considerado na primeira pesquisa. O professor conta que depois da primeira pesquisa, publicada em uma pesquisa especializada, alguns prefeitos ligaram pedindo indicações para melhorar suas cidades. “A resposta é simples: melhorem o desempenho nos indicadores para prover o desenvolvimento profissional de seus habitantes”, responde Balassiano.

LAR DOCE LAR
Pouca gente sabe, mas já é possível usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para amortizar dívida de casa própria comprada pela Caixa Econômica Federal. Há algumas pré-condições, como não ter mais de um imóvel, nem dívida acima de R$ 180 mil. A Caixa também exige que os mutuários mudem seus contratos para o Sistema Financeiro Imobiliário.

Até pouco tempo, só era permitido o uso do fundo na entrada do financiamento ou para quitar o imóvel.

ALMA CÍVICA I
O clima era de euforia. O auditório não foi suficiente para o grande público que acorreu, ontem, à posse do presidente do BNDES, Carlos Lessa, no Rio. À mesa junto às demais autoridades, Lessa e os economistas Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares foram aplaudidos de pé mais de uma vez. Carlos Alberto Cosenza, da Coppe/UFRJ, resumiu o espírito da coisa: “Lessa na Presidência do BNDES é um prêmio para a sociedade brasileira. Ele tem uma alma cívica sublimada e eu me orgulho de ser seu amigo desde a adolescência.”

ALMA CÍVICA II
Maria da Conceição Tavares era só felicidade. Lembrando que era à volta de todos os que já tinham trabalhado no BNDES, deu uma pista da idade de cada um.

Celso Furtado, segundo ela, lá entrou em 1954. Saturnino Braga, em 1953 e ela mesma, em 1957.

MAIS UMA DOSE
Cesar Maia deve mesmo tentar a reeleição para a Prefeitura do Rio em 2004. De acordo com o secretário Municipal de Esporte e Lazer, Ruy Cesar, Maia não quer perder a oportunidade de estar governando a cidade durante os jogos pan-americanos em 2007.

EM CASA
A revista da Abamec-Rio vai mudar seu enfoque e concentrar-se mais na economia do Estado do Rio. Desde que a Bolsa do Rio foi extinta, a sede da associação na cidade acabou sendo abrangente demais, cobrindo temas do mercado financeiro mais voltados para São Paulo. E na volta às suas raízes, com a equipe toda renovada, a próxima edição da revista trará uma matéria sobre a refinaria do Norte Fluminense.

ENCONTRO
A misse Alemanha 2003, eleita esta semana, Alexsandra Vodjanikovva, uma bela loura de Munique, declarou que gostaria de encontrar-se com o presidente iraquiano, Saddam Hussein. Ela disse que discutiria com ele sobre o perigo que represen