Títulos protestados cresce 22 por cento no país

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Publicado quarta-feira, 8 de agosto de 2001 as 12:16, por: cdb

Estudo da Serasa, empresa de informações e análises econômico-financeiras para negócios, em todo o território nacional, revela que o volume total de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas) registrou nova alta no primeiro semestre de 2001, comparado com o mesmo período do ano passado. Já falências requeridas e decretadas voltaram a apresentar queda no mesmo período.

No primeiro semestre de 2001, o aumento do volume de protestos em geral – pessoas físicas e jurídicas – foi 22%, representando na média diária 27 mil títulos protestados, ante 22,1 mil registrados no mesmo período do ano passado, segundo estudo por dias úteis.

O aumento registrado para os títulos de pessoa jurídica no primeiro semestre de 2001 foi 25,4%, na comparação com o mesmo período de 2000, e o de pessoa física foi 14,4%, de acordo com a pesquisa por dias úteis da Serasa em todo o país. A participação de pessoa física no total de títulos protestados de janeiro a junho registrou nova queda: 28,7% no acumulado de 2001, ante 30,6% no mesmo período do ano passado.

Segundo o levantamento da Serasa por dias corridos, o volume de falências requeridas em maio caiu 20,1% na comparação janeiro a junho 2001/2000, em todo o Brasil. Foram requeridas 6,1 mil falências no primeiro semestre de 2001 ante 7,6 no primeiro semestre do ano passado.

O total de falências decretadas nos primeiros seis meses de 2001 apresentou recuo, 8,5%, na comparação com o mesmo período de 2000. Já o número de concordatas requeridas subiu 40,7% na comparação janeiro a junho 2001/2000, de acordo com o levantamento por dias corridos. O volume de concordatas deferidas subiu 7,9% no mesmo semestre, na comparação do mesmo período de 2000.

Segundo a Serasa, a vigorosa elevação no nível da atividade econômica a partir do último trimestre de 2000 adentrando pelo primeiro trimestre deste ano, promoveu o alongamento nos prazos de financiamento e a concessão de crédito não tão criteriosa por parte das empresas menos organizadas, ou seja, aquelas sem metodologia adequada de crédito. Isto favoreceu o aumento da inadimplência, com impactos que se sobrepuseram aos dos eventos conjunturais verificados no período em análise (1º semestre de 2001).

A Serasa ressalta que a inadimplência por protestos (PF+PJ), nos primeiros seis meses de 2001, está 4% abaixo da registrada em igual período de 1999, quando houve a desvalorização do Real. O mesmo acontece com as falências requeridas (-55,4%) e decretadas (-17%) e com as concordatas requeridas (-8,1%) e deferidas (-23,4%).