Tiroteio assusta moradores na comunidade da Rocinha

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Publicado quinta-feira, 7 de novembro de 2013 as 11:02, por: cdb
Tiroteio asustou moradores da Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio
Tiroteio asustou moradores da Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio

Tiroteio assustou moradores da Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio,  na madrugada desta quinta-feira. O Batalhão de Choque (BPChq) realizou uma operação na comunidade na noite de quarta-feira  para buscar criminosos. A ação terminou sem informações sobre prisões e apreensões. Nesta quinta-feira, o clima era de aparente tranquilidade. Segundo moradores, os tiroteios têm sido frequentes na comunidade. Um deles, que mora perto da localidade conhecida como Roupa Suja, contou que há bocas de fumo na região e que alguns criminosos andam armados.

Policiais Militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha vigiavam durante a noite todos os principais acessos da parte baixa da comunidade. Muitos patrulhavam as ruas, becos e vielas enquanto PMs do Batahão de Choque faziam uma operação na parte alta da favela. O objetivo era apreender armas e drogas.

A polícia investiga uma possível disputa entre grupos rivais pelo comando do tráfico de drogas na favela. Uma facção seria chefiada por John Wallace Da Silva Viana, conhecido como Johnny. Ele é apontado como o sucessor do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso em novembro de 2011, dias antes da ocupação da Rocinha pelas forças de segurança. Segundo informações do portal G1. O chefe do outro bando seria Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma. Segundo fontes da polícia, ele era um dos homens de confiança de Nem e esperava ocupar o posto com a prisão do antigo chefe. Mas Nem continuou dando ordens da cadeia e Djalma rompeu com a facção.

De acordo com a investigação, Djalma controla a parte alta da Rocinha. Johnny teria o controle das áreas mais baixas da favela. A polícia não admite abertamente que a guerra do tráfico voltou à comunidade. Mas o comandante das UPPs confirmou que há relatos de confrontos na favela e, que por isso as operações têm sido mais frequentes.

– Esses confrontos evidenciam a presença dos marginais, é desafio muito grande, temos feito reforço no patrulhamento e na identificação dessas áreas. Não há dúvidas de que não vamos recuar, qualquer que seja essa movimentação que esteja acontecendo, a presença da PM seja através das UPPs seja das unidades especiais para acabar com essa disputa e acabar com o que esteja gerando esses enfrentamentos – disse o coronel Frederico Caldas.

O coordenador geral das UPPs, coronel Frederico Caldas, disse que o policiamento na comunidade seria reforçado, principalmente nas áreas consideradas mais perigosas. “A gente tem feito aqui um reforço no patrulhamento, especialmente a identificação destas áreas, porque o que a gente observou na Roupa Suja, na Rua 1, que são localidades aqui na Rocinha, onde está havendo esse histórico, ali essas comunidades vão ter um reforço maior e uma presença mais constantes das operações através das forças policiais, na hipótese da gente com o efetivo da UPP não ser suficiente. Mas claro que a gente tem que identificar se há alguma disputa em curso porque sem dúvida esses enfrentamentos fogem da rotina e da estabilização que a gente tem em um comunidade pacificada”, disse o coronel Frederico Caldas.