Temer e Simon resistem à aproximação de Serra

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Publicado sexta-feira, 18 de janeiro de 2002 as 22:20, por: cdb

Os principais dirigentes do PMDB tentaram demonstrar nesta sexta-feira que vão resistir à aproximação planejada pelo ministro da Saúde, José Serra. O presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP), e o pré-candidato a presidente Pedro Simon (PMDB, que passaram o dia em São Paulo, evitaram falar sobre eventuais negociações com os tucanos e insistiram na tese da candidatura própria.

Temer afirmou que o diálogo entre os líderes da base aliada continuará, mas o acordo firmado com os presidentes nacionais do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PSDB, deputado José Aníbal (SP), segundo o qual as três principais legendas da base de sustentação do governo vão lançar pré-candidatos a presidente será mantido. “Só futuro vai nos dizer se haverá aliança, uma vez que o PSDB já lançou seu candidato”, afirmou Temer.

O peemedebista repetiu que o candidato será definido em 17 de março, lembrando que Simon é um nome forte para disputar as prévias com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann. Simon descartou a possibilidade da sigla indicar o candidato a vice-presidente, numa eventual aliança com o PSDB, como pretende Serra.

“Não pensamos em ser vice do Serra, muito menos da Roseana (governadora do Maranhão, do PFL)”, afirmou. “Se o PMDB não tiver candidato próprio, se transformará num partido nanico, sem importância nenhuma”, argumentou o senador gaúcho. Simon acredita que, com oito minutos disponíveis na TV e rádio nos dois meses de campanha eleitoral, a agremiação poderá fortalecer-se e terá chance de eleger o candidato. “Acho que o Serra e a Roseana deviam pensar se apoiariam Simon no segundo turno”, aconselhou, em tom de brincadeira.

Nesta sexta-feira, enquanto Temer e Simon defendiam a candidatura própria do PMDB, Itamar voltou a dar sinais, no Triângulo Mineiro, onde inaugurou uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), de que está disposto a manter, no mínimo, boas relações com o ministro da Saúde.