Taxas do cheque especial são as menores desde 1995

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Publicado quinta-feira, 20 de novembro de 2003 as 18:33, por: cdb

Os juros do cheque especial atingiram o nível mais baixo desde janeiro de 1995, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Procon de São Paulo. O levantamento indica para novembro taxa média de 8,29% de juros no cheque especial ao mês, o que significa uma redução de 0,05 pontos percentuais em relação ao mês passado ou 0,60%.

A pesquisa do Procon, feita em 11 instituições financeiras de 6 a 7 de novembro, constatou uma queda de 0,14 pontos percentuais em relação ao mês de outubro para a taxa média de empréstimo pessoal, que ficou em 5,36% ao mês. Esse foi o menor índice desde setembro de 2001, quando a taxa estava em 5,28% ao mês.

As três maiores quedas nas taxas de juros no empréstimo pessoal foram verificadas no Brasdeco (5,87% para 4,36% ao mês); Caixa Econômica Federal (5,81% para 5,71%) e Itaú/BCN (5,90% para 5,83% ao mês). Em relação ao cheque especial, cuja média passou de 8,34% para 8,29%, as três maiores quedas foram no BCN, de 9,45% para 9,30%; Brasdesco, de 8,37% para 8,29% e Unibanco, de 8,45% para 8,37%.

O único a aumentar a margem de cobrança, no período, foi o Banco do Brasil, apesar de manter-se abaixo da média. No BB, a taxa estipulada para empréstimo pessoal saltou de 4,90% para 5,30% ao mês, o que significa uma variação positiva de 8,16% na comparação com outubro. A taxa de juros cobrada no cheque especial do banco passou de 7,55% para 7,61% ao mês, um acréscimo de 0,79% sobre outubro.

De acordo com a análise técnica do Procon, apesar de os juros continuarem em queda, não houve variações significativas nas taxas médias. Das onze instituições pesquisadas, oito diminuíram, duas mantiveram e uma aumentou sua taxa de empréstimo pessoal. Já no cheque especial, sete diminuíram, três mantiveram e uma aumentou a taxa.

As projeções, no entanto, são de desaceleração no ritmo de queda dos juros. O Procon alerta o consumidor que, como as taxas ainda estão muito altas, ele deve ficar atento e analisar as diversas alternativas de crédito, priorizando a liquidação de suas dívidas, especialmente, nesta época do ano em que as credoras abrem muitas possibilidades de negociação. O empréstimo só é recomendável no caso de servir para quitar outros financiamentos que têm taxas maiores.