Suspeitos detidos tinham plano para matar o embaixador dos EUA, diz Líbano

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Publicado quarta-feira, 7 de maio de 2003 as 15:40, por: cdb

Autoridades libanesas disseram nesta quarta-feira que suspeitos detidos por uma série de atentados a bomba contra alvos ocidentais tinham um plano para matar o embaixador norte-americano no país.

Em uma nota oficial, o Exército disse que prendeu vários membros de uma rede acusada por uma série de explosões em lanchonetes, no ano passado.

O grupo também foi acusado de “uma frustrada tentativa de assassinar o embaixador de uma importante potência”. Fontes judiciais identificaram esse embaixador como sendo o norte-americano Vincent Battle. O plano, segundo essas fontes, deveria ser executado em Trípoli, no norte do Líbano.

Os militares disseram que seu serviço de inteligência efetuou as prisões graças à colaboração de agentes sírios radicados no Líbano. A embaixada norte-americana não quis comentar o assunto.

Há um forte sentimento antiamericano no Líbano, por causa do apoio de Washington a Israel e em solidariedade ao Iraque. Tanto o Líbano quanto a Síria, que controla seu vizinho menor, são acusados pelos EUA de ajudarem a guerrilha Hizbollah. Em resposta, ambos os países vêm demonstrando empenho no combate ao terrorismo.

No fim de semana, o Exército libanês anunciou a prisão do suposto chefe do grupo responsável pelos atentados do ano passado, um deles, com carro-bomba, contra um McDonald’s de Beirute.

A Síria também prendeu um homem acusado de ligação com esses atentados, que segundo fontes judiciais teriam sido comandados a partir do campo de refugiados palestinos Ain El Hilweh, no sul do Líbano. O campo, no qual as autoridades libanesas não entram, abriga vários grupos extremistas islâmicos.