SUS passa por nova etapa de reforma e pretender ser modelo para outros países

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Publicado quarta-feira, 27 de agosto de 2003 as 21:23, por: cdb

O secretário-executivo de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Solla, destacou nesta quarta-feira, no Rio, a importância da 12ª Conferência Nacional de Saúde para a reforma do Sistema Único de Saúde (SUS), que está completando 15 anos de criação.

Solla disse que o Brasil está fechando um ciclo e abrindo uma nova etapa de desenvolvimento do SUS, que se prepara para ser um sistema de referência em saúde para outros países, como México e Chile.

Ele informou que o ministério está ampliando o programa de Atenção Básica de Saúde, de modo que, no final do governo Lula, 100 milhões de brasileiros tenham direito ao atendimento em saúde e garantindo uma boa porta de entrada ao SUS.

No outro extremo, Solla lembrou que o Brasil é referência internacional no controle da Aids, no acompanhamento de doenças crônicas e na chamada alta complexidade. Mais de 90% da oferta de serviços de saúde (transplante, cirurgia cardíaca, tratamento de câncer e tratamento de insuficiência renal) são oferecidos e financiados pelo SUS.

Em algumas áreas, como a que trata de insuficiência renal, 97% da oferta de hemodiálise e terapia renal substitutiva são pagos pelo SUS. O Brasil é o segundo país em oferta de transplante e o primeiro em oferta pública, o que demonstra quanto o Sistema Único de Saúde cresceu em 15 anos.

O secretário admitiu, entretanto, que é preciso aperfeiçoar o sistema e reformar diversos aspectos do SUS, de modo a integrar mais o nível de atenção e racionalizar a utilização dos serviços.

Jorge Solla disse que os recursos financeiros são escassos e que, apesar disso, ainda se gasta mal. Segundo ele, é preciso preencher lacunas assistenciais regionais importantes, para distribuir melhor a oferta de serviços.