Superávit comercial já supera meta de US$ 11 bi prevista para 2002

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 25 de novembro de 2002 as 15:44, por: cdb

A um mês e uma semana do final do ano, a balança comercial brasileira superou a meta de US$ 11 bilhões definida pelo governo para 2002.

Na quarta semana de novembro, o saldo de US$ 255 milhões elevou o superávit acumulado deste ano para US$ 11,130 bilhões.

Apesar de estar acima da meta, o ministro Sérgio Amaral (Desenvolvimento) adiantou que a previsão estipulada pelo governo será mantida. De acordo com ele, as previsões do ministério têm uma margem de tolerância e, por isso, não há necessidade de alterar a previsão.

As exportações nos 11 primeiros meses de 2002 somaram US$ 53,910 bilhões e as importações, US$ 42,780 bilhões. Mesmo com o saldo acumulado acima da meta do governo, os valores de vendas e compras estão abaixo do esperado pelo Banco Central para o ano.

Para a saída de mercadorias, o BC espera que o valor chegue a US$ 59,200 bilhões. Jà para a entrada de produtos estrangeiros no país, a projeção é de US$ 48,200 bilhões.

No período de 12 meses, de dezembro do ano passado até novembro deste ano, o saldo comercial acumulado pelo país chegou a US$ 12,103 bilhões. O patamar de US$ 12 bilhões é justamente o projetado pelo mercado para o saldo deste ano, conforme o boletim divulgado semanalmente pelo BC com a opinião de analistas.

Apesar do resultado expressivo da quarta semana e da superação da meta estipulada para este ano, as exportações e importações registraram forte queda na quarta semana de novembro em relação à terceira semana deste mês. Pelas médias diárias, as vendas caíram 34,61% e as compras, 11,86%.

Na comparação entre os dados da semana passada com os números de novembro de 2001, as exportações cresceram 5,42%. As importações, no entanto, tiveram redução de 13%.

Uma das razões principais para o movimento de alta nas vendas e de queda nas compras é a alta do dólar. Com a cotação da moeda americana em alta, as exportações são beneficiadas, mas as importações ficam mais caras.