Sul e Sudeste são campeãs de câncer de pele

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Publicado quarta-feira, 23 de setembro de 2009 as 14:25, por: cdb

As regiões Sul e Sudeste do Brasil são as campeãs de ocorrência de casos de câncer de pele. No ano passado foram registrados 115 mil novos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil. Os registros da doença na região Sul e Sudeste são de mais de 5 mil casos de câncer de pele melanoma e mais de 76 mil não-melanoma. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O câncer de pele, mais comum entre os brasileiros, é um conjunto de células da pele que iniciam uma proliferação anormal e desordenada gerando um novo tecido (neoplasia). Os estados com maior incidência da doença são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, sendo Santa Catarina com a maior ocorrência, 131 casos para cada 100 mil habitantes.

Segundo a oncologista da Oncocamp, Susana Ramalho, esse tipo de câncer atinge principalmente as pessoas de pele clara, cabelos ruivos ou louros, olhos azuis e sardas, que dificilmente se bronzeiam e se queimam com facilidade e com mais de 40 anos. Raramente ocorre em crianças e negros.

A médica explica que os tipos mais freqüentes no Brasil são o carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele e o carcinoma epidermóide com 25% dos casos, juntos são chamados de câncer de pele não melanoma. Já o melanoma é detectado em 4% dos pacientes.

O carcinoma basocelular é originado das células da camada basal, tem crescimento lento e baixo potencial de malignidade. Geralmente, aparenta lesões que não cicatrizam e sangram facilmente em áreas de exposição solar O carcinoma espinocelular, também conhecido como epidermóide é originado das células da camada espinhosa, tem crescimento mais rápido e maior potencial de malignidade com possibilidade de metástases à distância. Comumente, aparece nas áreas de exposição solar e de mucosa exposta.

– O melanoma é originado das células que produzem o pigmento da pele (melanócitos) e é o câncer de pele mais perigoso com crescimento rápido e alto potencial de malignidade e metástases à distância, sendo o diagnóstico precoce e a excisão adequada de extrema importância para a sua cura. A lesão é mais frequente em áreas de exposição ao sol porém pode surgir também em áreas de pele não exposta e a partir de pele sadia ou  de “sinais” escuros (nevos pigmentados) –, explica Suzana.

O tratamento é cirúrgico na maior parte dos casos, principalmente em lesões iniciais. A excisão deve ser feita com um dermatologista ou cirurgião de cabeça e pescoço com experiência. O diagnóstico definitivo só é feito após excisão e análise anátomo-patológica. Em muitos pacientes, após a primeira excisão e diagnóstico é necessária ampliação de margens e eventual pesquisa de gânglios adjacentes em casos de câncer de pele melanoma.

A atenção e os cuidados com a pele devem ser redobrados no verão. É necessário o uso diário de um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, devendo-se aplicar pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e reaplicar conforme necessidade. Observar especialmente locais como face, lábios e orelhas.

Associar também o uso de chapéus e barracas em locais de alta exposição solar como parques, piscinas e praia, principalmente durante a época mais quente do ano. Evitar a exposição ao sol em horários de pico (período entre 10 e 15 horas).

Fazer um acompanhamento regular com um dermatologista principalmente se há história na família, se houve o aparecimento de lesões novas, que sangram ou não cicatrizam, ou ainda, lesões antigas que apresentam recente crescimento, alteração de forma ou coloração.