Subsídios tendem a permanecer até empregos voltarem ao normal

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 25 de setembro de 2009 as 13:22, por: cdb

O G20 assumirá o posto de zelador da economia global, dando mais voz a economias emergentes como a China, e desenhará regras mais duras sobre capital de bancos até o fim de 2012, segundo o esboço do comunicado da cúpula do grupo. No segundo dia de reuniões nesta sexta-feira, o grupo de 20 economias em desenvolvimento e emergentes prometeu manter as medidas de estímulo econômico até que a recuperação global esteja garantida.

“Vamos agir para assegurar que quando o crescimento retornar, os empregos retornem também. Vamos evitar qualquer retirada prematura dos estímulos”, afirmou o esboço, obtido pela agência inglesa de notícias Reuters.

O documento acrescentou que os países do G20 têm a “responsabilidade com a comunidade de assegurar a saúde geral da economia global”, e prometeu tentar alcançar no ano que vem um acordo sobre a rodada de Doha de negociações de livre comércio mundial. O grupo, responsável por 90% da produção econômica mundial, também chegou a um acordo para conter os excessos da indústria financeira, que causaram a atual crise mundial, e em apertar as regras sobre quanto capital os bancos precisam ter para absorver perdas.

As novas regras para melhorar a qualidade e a quantidade do capital devem estar prontas até o fim de 2010 e serão executadas nos dois anos seguintes, segundo o comunicado. O G20 aproximou-se de um acordo para dar mais poder de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) a países emergentes, reconhecendo a crescente importância econômica dessas nações.

Em troca, o G20 receberá o comprometimento desses países de fazerem sua parte para equilibrar a economia mundial. A versão final do comunicado será divulgada quando os líderes encerrarem a reunião de dois dias nesta sexta-feira.

Estratégia chinesa

A China disse que é o momento de as economias mundiais começarem a considerar estratégias de retirada dos estímulos econômicos. Ma Xin, diretor-geral de cooperação internacional da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, acrescentou que as políticas globais podem eventualmente gerar pressões inflacionárias e enfraquecer as moedas.

– Minha posição é que precisamos começar agora a nos preparar para a retirada dessas políticas – afirmou ele em entrevista coletiva.

Fora da recessão

O Produto Interno Bruto (PIB) da França cresceu 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro, informou a agência de estatísticas INSEE nesta sexta-feira, confirmando uma divulgação preliminar de que o país deixa para trás a recessão provocada pela crise do capitalismo mundial. O dado do primeiro trimestre foi revisado, para retração econômica de 1,4% sobre os três meses imediatamente anteriores, ante leitura preliminar de queda de 1,3%.