Submarino nuclear russo K-159 será trazido à tona em 2004

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Publicado segunda-feira, 1 de setembro de 2003 as 13:04, por: cdb

O submarino russo K-159, que naufragou no sábado passado no mar de Barents e matou nove marinheiros, será trazido à tona no próximo ano. A informação foi confirmada pelo capitão Vladimir Navrotski, porta-voz da Frota do Norte. “O projeto estará pronto nos próximos dois meses, mas o resgate do submarino será feito em 2004, quando melhorarem as condições meteorológicas”, disse ele.

O K-159, um submarino nuclear que há 14 anos foi retirado de serviço, afundou a três milhas das ilhas Kildin, quando estava sendo rebocado para ser destruído no estaleiro Poliarni, perto de Murmansk, no noroeste do país.

As informações sobre a causa dão conta de que os cabos que seguravam o submarino aos quatro barcos que o mantinham flutuando se romperam por causa das fortes ondas, fazendo o submarino afundar em minutos.

Dos dez tripulantes que viajavam no K-159, só o tenente Maxim Sevulski foi resgatado com vida. Além disso foram retirados dois corpos das águas. Supõe-se que os corpos de outros sete marítimos permaneçam no interior do submarino.

O vice-ministro russo da Energia Nuclear, Serguéi Antípov, informou hoje sobre a criação de um grupo de especialistas desta entidade para controlar a situação ecológica na região onde o submarino afundou.

“Os especialistas do ministério trabalharão até que o submarino seja trazido à tona”, indicou Antípov, que reiterou que, até o momento, no local do naufrágio não foi registrado nenhum indício de reação nuclear ou de contaminação radioativa. Ele admitiu que o K-159 ainda tem em seu interior dois reatores atômicos e que também existem depósitos com combustível nuclear.

“O submarino afundou quando estava sendo transportado para descarregar o combustível nuclear e ser destruído, segundo o programa federal para a liquidação de submarinos fora de serviço”, disse Antípov sem precisar a quantidade de combustível que havia a bordo.

O vice-ministro disse que desde que o K-159 foi retirado de serviço em 1989, os materiais e combustível nuclear a bordo do submarino “tinham diminuído consideravelmente”.

Segundo Antípov, os reatores também não representam nenhum perigo radioativo, porque essas instalações já foram desativadas em 1989 e seus sistemas de comando e controle desde então estão bloqueados.