STJ: policial acusado de atuar em milícia no Rio continuará preso

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Publicado quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 as 12:15, por: cdb

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido para que um policial civil acusado de integrar uma milícia que atuava em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, tivesse sua prisão preventiva revogada. Wallace de Almeida Pires, conhecido como Robocop, teve a prisão decretada durante a Operação Perfume de Gardênia da Polícia Civil, deflagrada em dezembro para desarticular uma milícia que atuava na comunidade. O pedido de habeas corpus foi negado pelo presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha.

Segundo investigações da polícia, o acusado seria o braço-direito de um vereador que, supostamente, atuava no comando da milícia na Gardênia Azul. Integrada principalmente por policiais aposentados, as milícias costumam cobrar uma taxa mensal de comerciantes em troca de garantia de segurança.

Na condição de sócio, Wallace de Almeida Pires teria participação igual nos lucros da milícia que controlava a comunidade. O policial civil é acusado de formação de quadrilha. A prisão foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com base em acusações e provas reunidas pelo Ministério Público (MP).

A defesa de Wallace alega fragilidade das provas apresentadas. A argumentação, porém, não convenceu o presidente do Tribunal. Segundo ele, os motivos expostos pelo desembargador do TJ/RJ que relatou a petição criminal foram suficientes para fundamentar a prisão. Após parecer do MP Federal, o caso será julgado pela Sexta Turma do Tribunal.