Stéphanie de Mônaco vai morar com domador de elefantes

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Publicado domingo, 26 de agosto de 2001 as 15:11, por: cdb

Rainier, o alquebrado príncipe de Mônaco, não tem sossego com os três filhos. Elas, as lindas princesas Caroline e Stéphanie, cismam de se apaixonar sucessivamente por homens problemáticos; ele, o herdeiro Albert, não dá mostras de se apaixonar por mulher alguma, problemática ou não. Dos três, a caçula Stéphanie, 36 anos, sempre foi a mais complicada. Agora, superou-se: há seis meses, juntou os trapinhos (Chanel, Dior…) com um domador de elefantes e foi morar num circo. Lá, dorme em trailer, acorda cedo e passa longas horas na estrada, feliz da vida, pelo menos até a próxima e inevitável ruptura. A tiracolo levou os filhos: Camille, de 3 anos, Louis, o menino de 8 anos que aprende malabarismo, e a estrelinha Pauline, que em maio comemorou 7 anos voando na tromba de um elefante. De saiote, rabo-de-cavalo e a pose impecável das crianças íntimas do picadeiro, ela é parte integrante do show.

O domador de Stéphanie, diga-se, não é nenhum mambembe. Sexta geração de uma conhecida família circense da Europa, Franco Knie, 46 anos, é dono do Circo Knie, no qual congrega 107 funcionários, 150 veículos e 150 animais, além de um zoológico para reprodução dos bichos perto de Zurique, na Suíça. Muito pujante para um circo, mas um constrangimento a mais para uma família como os Grimaldi, que, mesmo não se alinhando entre os grandes da realeza européia, tem berço e dinheiro – mais de 1 bilhão de dólares. Fortuna essa que, dizem os especialistas em fofocas do pequeno principado, não mais será dividida igualmente entre os três herdeiros Grimaldi. Rainier, 78 anos, enfurecido com as loucuras de Stéphanie, teria reescrito seu testamento e praticamente deserdado a caçula, deixando-lhe não mais que uma poupançazinha de 30 milhões de dólares. O motivo nem foi Knie – embora a família, segundo os mesmos fofoqueiros, esteja “totalmente horrorizada” com o romance –, mas sim um incidente ocorrido pouco antes. Isolada em uma cidadezinha dos Alpes com os filhos, a enroladíssima Stéphanie emprestou seu carro à namorada de um traficante de drogas que havia acabado de ser assassinado. Acabou tendo de prestar depoimento à polícia.

Vizinhos de trailer – Stéphanie estava com a mãe, a inesquecível Grace Kelly, no acidente de carro que a matou. Tinha 17 anos e já dava trabalho. Namorou muito, com especial queda por seguranças parrudos. Com um, Daniel Ducruet, pai de Louis e Pauline, casou-se e divorciou-se quando ele foi fotografado aos beijos com uma dançarina de boate. Com outro, Jean-Raymond Gottlieb, teve Camille. No balanço geral, uma vida amorosa ainda mais movimentada que a da irmã, Caroline, que se casou primeiro com um playboy francês louco por qualquer rabo-de-saia, depois com um italiano envolvido em transações imobiliárias delicadas e, por fim, com Ernst de Hannover, um príncipe dado a beber demais e socar fotógrafos. Só Albert, justamente o herdeiro encarregado de providenciar principezinhos para garantir a linhagem, continua, aos 43 anos, solteiríssimo.

A princesa conhece o franco-suíço Knie, galã de bigodinho fino à moda antiga, há muito tempo, mas só firmaram o romance no ano passado. Em dezembro, Knie, casado pela segunda vez e pai de um menino autista de 12 anos, comunicou à mulher, Claudine, a decisão de se separar. Ela caiu doente, ele voltou atrás, mas em fevereiro trocou-a de vez pela princesa. Nos acampamentos, o trailer de Knie forma um ângulo reto com o de Stéphanie e outro menor, onde dormem as crianças. Por enquanto, Stéphanie está curtindo a vida de plebéia na estrada. Prepara o próprio café da manhã, cuida dos filhos, assiste aos ensaios e circula à vontade entre os animais, sempre sem maquiagem, de jeans, camiseta e casaco da trupe. Só se arruma para um ou outro compromisso social em Mônaco, assim mesmo mais ou menos. No último baile da Cruz Vermelha, um dos grandes eventos sociais do principado, chamou a atenção pelo pouco glamour. Dava a impressão de estar louca para voltar para o circo.