SP: funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

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Publicado quarta-feira, 16 de setembro de 2015 as 14:07, por: cdb

Por Redação, com RBA de São Paulo:

Os funcionários dos Correios da capital paulista, Grande São Paulo e Sorocaba e região entraram greve na noite de terça-feira, após deliberação da assembleia do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-SP), na qual a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi recusada. A categoria também parou no Rio de Janeiro e em mais cidades do país (leia quadro abaixo). Os trabalhadores pedem reposição da inflação e mais 10% de aumento real, além de reajuste no benefício de alimentação.

Assembleia em São Paulo delibera por greve dos trabalhadores dos Correios: proposta insuficiente
Assembleia em São Paulo delibera por greve dos trabalhadores dos Correios: proposta insuficiente

A reunião de mediação realizada pelo TST em Brasília, na sexta-feira, terminou com uma proposta do vice-presidente do tribunal, ministro Ives Gandra, que incluiu reajuste salarial zero, com uma gratificação de R$ 150 mensais a partir de agosto e mais R$ 50 a partir de janeiro de 2016, até o fim da vigência do atualacordo coletivo, em agosto de 2016.

O diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais (Fentect), Emerson Marinho, informou que a greve foi deflagrada porque a empresa apresentou proposta que não garante a reposição da inflação.

– Ela apresentou uma proposta linear que não é incorporada imediatamente ao salário e que vem em forma de gratificação, o que não traz reflexo remuneratório nem nas férias e nem no décimo terceiro salário. Outro aspecto é o ataque frontal que a empresa vem fazendo ao nosso plano de saúde. Hoje, só pagamos quando usamos, mas os Correios querem instituir uma cobrança mensal de 13% do salário bruto, que hoje tem piso inicial de R$ 1.134,00.

Por meio da assessoria de comunicação, os Correios informaram que a proposta apresentada pelo TST previa um reajuste equivalente a cerca de 20% do salário inicial do agente de Correios, em forma de gratificação, representando um reajuste linear de R$ 200.

Os trabalhadores reiteraram a preocupação de que esse percentual não seja incorporado aos salários; “O grande problema é que só há previsão de incorporação de R$ 50 aos salários, o restante continuaria ‘por fora’ indefinidamente, e poderia acabar sendo retirado pela empresa”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-SP), Elias Cesário.

Em São Paulo, a categoria faz nova assembleia na próxima segunda-feira, às 10h.

A mobilização dos trabalhadores é nacional, mas alguns sindicatos aceitaram a proposta. No quadro a seguir, o balanço do primeiro dia do movimento: