Software livre permitirá notebook a R$ 1,8 mil

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Publicado terça-feira, 15 de maio de 2007 as 21:58, por: cdb

O uso de programas gratuitos, sem pagamento de licenças de uso, e a redução de impostos, deverá fazer com que empresas possam oferecer computadores portáteis de qualidade a R$ 1,8 mil, espera o secretário de Políticas de Informática do ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Gardelha.

– Não é você retirar ou diminuir qualidade que vai baixar o preço. Ao sinalizar R$ 1,8 mil estamos dizendo ao mercado: é possível sim fazer um notebook de boa qualidade barato no Brasil -, diz.
 
Segundo o secretário, no mercado internacional, já se encontram bons notebooks de US$ 600 a 700.

Nesta segunda-feira, a Portaria 391, publicada no Diário Oficial, anunciou a extensão do Programa Computador para Todos – criado há quatro anos para possibilitar a venda de computadores mais baratos com financiamento de bancos públicos.

Pelo programa, o governo oferece dois subsídios. A isenção para as empresas dos impostos para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). E, para o comprador, o financiamento de até R$ 1,8 mil, em até 24 vezes, com juros máximos de 2% ao mês.

Augusto Gardelha afirma que o peso também é um das principais características do produto no preço final.
 
– Quanto menor e mais leve, mais caro. O nosso terá um peso máximo de 3 quilos. Essas e outras especificidades estão definidas na portaria. Se o comprador perceber que o computador comprado com o selo do programa não responde a uma das exigências, “pode denunciar ao Ministério que o computador não está atendendo às especificações e faremos o descredenciamento da empresa que fabricou o computador -, diz o secretário.

Existem duas formas de comprar um computador popular de mesa ou notebooks. Ir direto a uma agência da Caixa Econômica ou do Banco do Brasil e fazer o financiamento ou procurar uma loja que venda o computador com o selo do programa e faça o financiamento.

Uma das resistências encontradas pelo governo foi em relação aos computadores operarem com softwares livres. O secretário adianta, no entanto, que não haverá redesenho dos programas.
 
– O Linux é comparável com o Windows. Tem toda a gama de aplicativos. Não há perda de qualidade. Não é uma degradação do sistema -, defende.

Ele diz que há uma idéia difundida de que o Windows seria superior ao Linux. As pessoas, então, tentam trocar o sistema, normalmente de uma forma pirateada.
 
– É o que sai caro, porque, muitas vezes, vem com vírus ou problemas que começam a aparecer depois de um tempo de uso -, explica.