Soberania à Brasileira

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Publicado sábado, 18 de junho de 2011 as 09:10, por: cdb

Por João Drummond 18/06/2011 às 11:53

Este é o Brasil dos paradoxos e da contradições que emerge como potencia mundial. Aqui vivem separadas tenuemente Suécia e Uganda, Canadá e El Salvador.
Que esperança podemos tem neste país

Neste exercício despretensioso de ?volta ao um passado recente?, os três últimos governos
que nós brasileiros alçamos ao poder pelo voto direto, tiveram alguns pontos marcantes que os caracterizaram à luz da história.
Entre os pontos positivos podemos dizer que no governo Collor se deu a abertura das nossas fronteiras à competição do mercado internacional introduzindo a modernização do parque industrial nacional. As indústrias foram levadas por força da política governamental a encarar a busca da qualidade e da competitividade como forma de sobreviver e crescer a nova ordem mundial.
Neste período o avanço tecnológico do país foi evidente e um exemplo marcante foi a industrial automobilística que se viu desafiada a produzir em lugar das ?carroças? apregoadas por Collor, veículos de qualidade e designer mais modernos, bem a gosto de mercados exigentes.
No governo Fernando Henrique vimos o dragão da inflação ser domado com o plano cruzado e a aplicação do cambio flutuante, que tornou o Brasil num interessante mercado aos olhos dos investidores internacionais.
Ocorreram neste período, a fuga de capitais especulativos (que aportam em países de economia instável, transformados em cassino das bancas internacionais), e a chegada de investimentos de longo prazo, com aumento de linhas de credito.
Neste governo se deu também a controversa privatização que na opinião de muitos entregou o patrimônio do Brasil a preços irrisórios e teria como efeito mais importante o destrave da nossa economia para a era Lula que veio a seguir.
O governo Lula foi caracterizado por importantes conquistas sociais e pelo aumento da oferta de empregos, quando milhões de brasileiros engrossaram o mercado consumidor, saindo da degradante linha de pobreza.
Neste período também o Brasil passou de devedor a credor FMI, tendo pagado antecipadamente sua divida externa.

Num quesito estes três governos tiveram um ponto em comum: A corrupção nos órgãos públicos em todas as esferas.
Collor foi afastado por processo de impeachment em meio a escândalos envolvendo familiares e paraísos fiscais, e com a fuga do país de seu principal colaborador PC Farias.

Os governos de FHC e Lula viveram normalidade institucional tendo completado cada qual oitos anos, como estava previsto.

A Wikipédia mostra a lista de escândalos que ocorreram no Brasil deste os anos 70 ate 2010 na esfera político-governamental, que tornam este tema ponto pacifico da nossa história recente. Eles somam mais de duzentos.
Vejam em:

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_esc%C3%A2ndalos_pol%C3%ADticos_no_Brasil

Por isto quando vejo pessoas falando em soberania do Brasil no caso Battisti e acusando o governo da Itália de mafioso, temos que tirar o chapéu para falta de memórias e cegueira política dos defensores da soberania e integridade do Brasil.

Isto não passa de piada… E sem nenhuma graça. O Brasil paraíso crime e da impunidade tem a petulância de querer dar ao mundo lições sobre direito internacional. Nós não damos conta nem mesmo do direito nacional com os milhares de processos sem solução, mandatos não cumpridos e presídios abarrotados.
E o que dizer da Amazônia que a cada dia se torna mais internacional e mesmo brasileira? E nossa fronteiras escancaradas ao trafico de armas e drogas? E os deputados, prefeitos, vereadores, delegados, juízes presos todo dia em ações da policia federal? E as quadrilhas especializadas em roubos a banco, a cargas, a fraudes, de licitação, a fraude no INSS, e os cambaus? E de desanimar.

E o final das contas tanto faz mais um criminoso nas costas do nosso contribuinte. Como se diz popularmente: Gostou? Leva pra casa.

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