Sobe número de escolas ocupadas em São Paulo

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Publicado segunda-feira, 23 de novembro de 2015 as 13:31, por: cdb

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Cerca de 100 escolas estaduais foram ocupadas por alunos e professores, em protesto contra a “reorganização” imposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende separar as escolas por ciclos e fechar ao menos 93 unidades, o levantamento foi divulgado nesta segunda-feira pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Pela manhã, mais 12 unidades foram ocupadas, quatro na capital e oito no interior. Em São Paulo, os estudantes tomaram a E.E. Ciridião Duarte, na Lapa, zona oeste, a E.E. Plínio Negrão, na Vila Cruzeiro, zona Sul, e as E.E. Etelvina de Goes Marcucci e E.E. João XXIII, ambas na região sudoeste da cidade.

No interior, cinco escolas foram ocupadas pelos estudantes em Sorocaba. As outras ocupações ocorreram em Jundiaí, Caieiras e Itaquaquecetuba.

Pela manhã, mais 12 unidades foram ocupadas, quatro na capital e oito no interior
Pela manhã, mais 12 unidades foram ocupadas, quatro na capital e oito no interior

Reitegração de pose

Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinaram, na manhã desta segunda-feira, que serão mantidas todas as ocupações de por alunos, pais e professores em protesto contra a reorganização do ensino imposta pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB), que prevê o fechamento de pelo menos 93 escolas. Pela decisão, nenhuma ordem de reintegração de posse será concedida na capital paulista. Os desembargadores indicaram razões pautadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para definir seus votos.

Os estudantes presentes ao TJ-SP festejaram a decisão, prometem continuar e ampliar a mobilização e esperam agora que o governo Alckmin abra diálogo com a comunidade escolar sobre a reorganização.

Ainda nesta segunda, na sede da Upes na capital paulista (rua Vergueiro, 2.485, Vila Mariana), uma assembleia deve definir os rumos do movimento dos secundaristas do Estado.

Os desembargadores ainda propuseram uma nova audiência de conciliação para a tarde de hoje, mas os estudantes, juntamente com a Defensoria Pública, solicitaram um prazo maior para se organizarem e foram atendidos.

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