Sobe número de casos suspeitos de ebola no Gongo

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Publicado sexta-feira, 19 de maio de 2017 as 11:01, por: cdb

Não houve novas mortes no surto da doença, mas 416 contatos de doentes estão sendo procurados para o caso de desenvolverem sintomas, disse o porta-voz

Por Redação, com Reuters e EFE – de Genebras:

O número de casos suspeitos de Ebola no Congo saltou de 21 para 29, informou o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christian Lindmeier em entrevista coletiva da ONU em Genebra, nesta sexta-feira.

Número de casos suspeitos de Ebola aumenta na República Democrática do Congo

– Até essa manhã nós temos 29 casos suspeitos – disse.

Não houve novas mortes no surto da doença. Mas 416 contatos de doentes estão sendo procurados para o caso de desenvolverem sintomas. Disse o porta-voz.

As autoridades da RDC instalaram, além disso, um novo laboratório em Likati, na província do Bajo-Uele e onde acontece o surto.

Trata-se de uma das regiões mais remotas do nordeste do país, a 1,4 mil quilômetros da capital, Kinshasa. E mais de 350 quilômetros do centro urbano mais próximo.

Na quinta-feira, a OMS prometeu que não subestimará o novo surto de ebola no RDC. E que está disposta a lançar uma campanha de vacinação se contar com o pleno consentimento das autoridades.

Cólera no Iêmen

A grave epidemia de cólera no Iêmen causou somente no dia anterior a morte de 20 pessoas e 3.460 novos casos. Elevando o número total de mortos para 242 e o de afetados a 23.425 em três semanas. Informou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

– A doença se espalhou para 18 das 23 províncias e a taxa de mortalidade de 1% da que se fala é enganosa porque há áreas com pouco acesso. As pessoas chegam tarde aos hospitais. Ali a mortalidade é 4% ou 5% – disse em uma teleconferência de imprensa desde o Iêmen o representante da OMS neste país, Nevio Zagaria.

– Estamos surpresos com a rapidez com a qual ressurgiu esta epidemia. Estamos diannte de uma situação sem precedentes. Que destaca a grave situação da economia por causa do conflito. Não há eletricidade e, como consequência, o fornecimento de água é intermitente – explicou Zagaria.

A gravidade da situação e a rapidez com a qual piora faz a OMS acreditar que em um prazo de seis meses. O número de casos poderia chegar a 300 mil.

O pico da epidemia coincide com a temporada de chuvas. Com o agravamento da situação econômica. E o colapso do sistema de saúde, que faz com que a maioria dos trabalhadores do setor não tenha recebido seu salário nos últimos seis meses.

Para enfrentar esta crise de saúde, a OMS com outras agências humanitárias da ONU reabriram meia centena de centros de tratamento de cólera. Cerca de 300 pontos de reidratação oral.

– Mas estes números não são suficientes para enfrentar esta epidemia – destacou o especialista da OMS.