Skol muda anúncio após desgaste em campanha ‘pró-estupro’

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Publicado sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 as 15:26, por: cdb
Na tentativa de minimizar o estrago, a Skol substituiu as peças anteriores pela nova campanha, que pede respeito nesta época de folia com a frase: "Não deu jogo? Tire o time de campo"
Na tentativa de minimizar o estrago, a Skol substituiu as peças anteriores pela nova campanha, que pede respeito nesta época de folia com a frase: “Não deu jogo? Tire o time de campo”

Após ser acusada de fazer apologia ao estupro, a Skol correu para retirar suas peças publicitárias para o carnaval e, com isso, amargou perdas financeiras que chegam à casa dos R$ 3,5 milhões, segundo fonte ouvida pelo Correio do Brasil junto às agências de publicidade.

– Nem é apenas a perda de tempo de exposição na mídia, mas o resultado negativo da campanha causa um estrago para a marca e, isso, tem peso específico – afirmou o diretor de Marketing Digital de uma agência de publicidade, em São Paulo.

Na tentativa de minimizar o estrago, a Skol substituiu as peças anteriores pela nova campanha, que pede respeito nesta época de folia com a frase: “Não deu jogo? Tire o time de campo”.

Os anúncios originais da marca de cerveja traziam frases ligadas à “perda de controle”, como “Topo antes de saber a pergunta”, “Tô na sua, mesmo sem saber qual é a sua”, e “Esqueci o ‘não’ em casa”.

Em São Paulo, um dos outdoors da ação de marketing foi alterado pela publicitária Pri Ferrari e a jornalista Mila Alves. As imagens ganharam repercussão nas mídias sociais e na imprensa.

A frase “Esqueci o ‘não’ em casa” ganhou a complemento “E trouxe o nunca”. Em entrevista à mídia paulista, o diretor da Skol, Fábio Barracho, atribuiu as críticas a um anúncio da marca modificado após protestos de grupos feministas a um “erro de interpretação”.

– Queríamos falar sobre a paquera, o amor, a pegação do Carnaval. Mas se houve uma interpretação errada, a gente muda, ouve o consumidor – justificou-se.

Para Barracho, a marca entrou em contato com as pessoas que se manifestaram contra a campanha.

– Eles entenderam – acredita.