Site com estudante dos EUA ao vivo sai do ar

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Publicado sexta-feira, 2 de janeiro de 2004 as 11:49, por: cdb

Depois de sete anos de transmissão ininterrupta, as “webcams” que mostravam cada detalhe da vida de Jennifer Ringley foram desligadas.

Para seus fãs, não haverá mais imagens de Ringley fazendo tranças nos cabelos, ajeitando potes de plantas em casa ou se deslocando nua entre os cômodos.

Por um breve período no final da década de 90, “Jennicam” foi um “website” muito comentado.
Iniciado em 1996, quando Jennifer Ringley tinha 20 anos e era estudante na Pensilvânia, nos Estados Unidos, Jennicam foi rotulada como uma “experiência”.

Vida ao vivo

Ringley conectou uma câmera ao computador de seu dormitório estudantil e transmitiu ao vivo, em edição, sua vida na internet.

O site atraiu grande interesse, chegando a registrar 100 milhões de acessos por semana, de acordo com sua criadora. Tratava-se de arte ou revés para o feminismo?

Analistas de assuntos culturais discutiram muito o fato de se observar, por entretenimento, pessoas comuns fazendo coisas triviais.

Jennifer foi convidada a participar do programa de entrevistas do apresentador David Letterman, um dos mais conhecidos nos Estados Unidos, e participou de uma mostra de arte moderna.


Nudez

– Eu mantenho a Jennicam viva não porque deseje ou precise ser observada, mas simplesmente porque não me incomodo de ser observada – escreveu Ringley.

Sem dúvida, o desafio para muitos de seus admiradores foi pegar Jennifer despida, ou mantendo relações sexuais.

Mas, na maior parte do tempo de transmissão, a Jennicam trazia cenas mais mundanas – especialmente desde que Jennifer arranjou um emprego de tempo integral fora de casa.

O fim da Jennicam foi atribuído ao serviço de cobrança online Paypal, que costumava processar pagamentos por assinatura.

A empresa admite que encerrou seu trabalho com o site por causa de seu conteúdo de nudez.