Sistema Guandu será ampliado para beneficiar a Baixada Fluminense

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Publicado quarta-feira, 29 de abril de 2015 as 15:44, por: cdb
Com recursos de R$ 3,4 bilhões, ETA terá 300 quilômetros de rede de distribuição
Com recursos de R$ 3,4 bilhões, ETA terá 300 quilômetros de rede de distribuição

 

Maior Estação de Tratamento de Água (ETA) em volume produzido continuamente no mundo, o Sistema Guandu completou 50 anos na terça-feira. Agora, o sistema será ampliado com a construção do Novo Guandu, que vai universalizar o abastecimento e o saneamento na Baixada Fluminense.

Com investimento de R$ 3,4 bilhões do Banco Mundial, a nova ETA terá 300 quilômetros de rede de distribuição, capacidade para produzir 12 mil litros de água por segundo e armazenar 161 milhões de litros de água.

– Estamos às vésperas de uma grande obra que fará com que a Baixada Fluminense tenha plenitude do abastecimento de água e saneamento. Vamos construir uma nova estação que será importante, principalmente como back up da estação atual, com capacidade para absorver o crescimento das cidades pelas próximas décadas – afirmou o presidente da Cedae, Jorge Briard.

Iniciado em 1955 e finalizado em 1965, o Sistema Guandu produz 45 mil litros de água por segundo (3,7 bilhões de litros por dia) e abastece cerca de 10 milhões de pessoas na capital Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A data comemorativa contou com uma homenagem aos profissionais que participaram da obra, além de exposição de fotos históricas na sede da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (Seaerj).

– Esta comemoração pelos 50 anos do Sistema Guandu é uma forma de homenagear os profissionais, todos engenheiros e arquitetos de órgãos públicos, que foram responsáveis por grandes obras que mudaram as condições de vida da população e, até hoje, fazem parte de seu dia a dia. A Estação do Guandu, sem dúvida, é uma delas – disse Joelson Zuchen, presidente da Seaerj.

Coordenador das obras do Sistema Guandu, o engenheiro Hugo de Mattos, de 85 anos, destacou a importância e a complexidade da obra em uma época em que exista pouca tecnologia para construções.

– Faltava água em toda a cidade. Em Copacabana, só tinha água à noite. Nas Zonas Norte e Oeste, moradores ficavam semanas sem água e isso mudou. Essa obra é o maior orgulho da minha vida e me sinto realizado por isso. Agora temos que pensar no futuro – disse o engenheiro.

Para a construção do Sistema Guandu, foi necessário desviar o Rio Paraíba do Sul, construir duas grandes barragens com comportas e a elevatória do Lameirão com 65 metros de profundidade. Mattos, que foi presidente da Cedae (então Cedag, Empresa de Águas do Estado da Guanabara) e secretário de Obras do Estado da Guanabara, também ressaltou a necessidade de construção de um túnel com 40 quilômetros para ligar Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao Jardim Botânico, na Zona Sul, onde havia um subtrecho até a Zona Norte.