Síria destrói postos de comando do Estado Islâmico em Palmira

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Publicado quinta-feira, 30 de junho de 2016 as 11:20, por: cdb

A artilharia e a aviação sírias apoiam o Exército do país na eliminação de unidades avançadas dos terroristas. Apesar disso, o Estado Islâmico continua controlando parte da maior jazida de gás

Por Redação, com ABr – de Beirute:

 

Bombardeiros da Força Aérea da Síria atingiram três postos de comando do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), situados ao sul de Palmira, na província de Homs.

– A Força Aérea da Síria destruiu três postos de comando da organização terrorista Estado Islâmico situados ao sul de Palmira, em Jebab-Hamd e no leste de Hveivis, na parte oriental da província de Homs, eliminando ainda alguns armamentos – disse um interlocutor à Agência Sputinik.

Os terroristas do Daesh, como também é conhecido o EI, tentam avançar, sem sucesso
Os terroristas do Daesh, como também é conhecido o EI, tentam avançar, sem sucesso

Os terroristas do Daesh, como também é conhecido o EI, tentam avançar, sem sucesso, em direção a Palmira, cercando a cidade a partir do norte, leste e sudeste.

A artilharia e a aviação sírias apoiam o Exército do país na eliminação de unidades avançadas dos terroristas. Apesar disso, o Estado Islâmico continua controlando parte da maior jazida de gás, situada a sudeste de Palmira.

Iraque

Nesta quinta-feira, o embaixador do Iraque em Moscou, Ismail Shafik Muhsin, comentou o recuo do Daesh em seu país, após a liberação da estrategicamente importante cidade iraquiana de Fallujah. Segundo ele, os militantes do grupo terrorista controlam não mais que 10% da área total do país.

Em 26 de junho, o comandante da operação, Abdul Wahhab al-Saadi, anunciou a liberação completa de Fallujah. A cidade, localizada a oeste de Bagdá, estava sob controle dos terroristas desde o início de 2014.

– Cerca de uma semana atrás, comemoramos a liberação de Fallujah, com a participação do Exército, a milícia e vários grupos populares. No que se refere à operação terrestre, o Iraque não pediu ajuda. Os iraquianos decidiram conduzir a operação sozinhos – disse Muhsin ao citar como os terroristas perderam força nos últimos dois anos.

– Em 2014, quando o Daesh capturava territórios do Iraque, ele tinha em suas mãos cerca de 40% do país. Depois esta área tem diminuído e agora, depois da liberação de Fallujah, ela não é superior a 10% – disse o embaixador em conversa com o vice-presidente do Conselho da Federação Russa (equivalente ao Senado), Ilyas Umakhanov.

Estados Unidos

Com os esforços de toda a comunidade internacional, o grupo terrorista Estado Islâmico será destruído, disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao discursar no parlamento canadense, na quarta-feira.

Ele participou da cúpula de líderes dos países da América do Norte, em Ottawa. “Destruiremos o grupo terrorista Estado Islâmico, derrotaremos eles. Vamos trabalhar com todos os nossos parceiros em todo o mundo, inclusive com as comunidades muçulmanas, que devem ser e são nossos parceiros”, declarou Obama.

– A melhor forma de alcançar a segurança (no mundo) é o trabalho conjunto de todas as nações –destacou. Obama lembrou a contribuição do Canadá no combate ao Estado Islâmico, enviando instrutores militares para o Iraque para treinar soldados e oficias do exército local.

Assinatura do EI

O diretor da Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Brennan, afirmou na quarta-feira que o atentato terrorista de terça à noite no Aeroporto de Ataturk, em Istambul, na Turquia, tem “os sinais distintivos da depravação do Estado Islâmico”. A informação do dirigente da CIA ocorreu durante um conselho de relações internacionais.

Além dos Estados Unidos, quem acredita que a ação terrorista tenha ligação com o Estado Islâmico (também conhecido como Isis ou Daesh) é o próprio governo turco. Em um coletiva de imprensa, o primeiro-ministro Binali Yildirim, disse que a “ideia de que tenha sido o Daesh” está se tornando “cada vez mais forte” pelos moldes da ação.

Analistas veem o ataque no aeroporto turco como uma repetição do ocorrido em Bruxelas, no dia 22 de março. O modus operandi da ação foi a mesma: kamikazes foram ao local e ativaram os explosivos. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.