Sharon e Abbas se reúnem neste sábado

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Publicado sábado, 17 de maio de 2003 as 08:54, por: cdb

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deve neste sábado se encontrar pela primeira vez com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas.

O encontro, que já foi adiado várias vezes, será o de mais alto escalão entre representantes dos dois governos em mais de dois anos.

Durante o encontro, Abbas e Sharon devem conversar sobre o novo plano de paz para a região, que tem o apoio Estados Unidos e da União Européia.

No entanto, a desconfiança mútua pode dificultar esta primeira rodada de negociações cara a cara.

Passos “necessários”

As autoridades israelenses querem que o premiê palestina atue para evitar que militares radicais ataques alvos de Israel.

Dore Gold, assessora do premiê Sharon, disse que “infelizmente, a presença de Yasser Arafat deve se fazer sentir durante a reunião. O importante é que queremos ver os primeiros passos serem dados (pelos palestinos)”.

– E não foram dados o primeiros passos. Eu imagino que o primeiro-ministro Sharon e Mahmud Abbas vão apresentar suas exigências.

Israel vinha se recusando a continuar negociando com o chefe da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. A indicação de Mahmud Abbas para o cargo de primeiro-ministro abriu caminho para a retomada dos entendimentos.

Violência

Michael Tarazi, assessor legal dos negociadores palestinos, acusou os israelenses de abusar da violência nas últimas semanas.

– Desde que o novo plano de paz foi apresentado, foi Israel que matou mais de 40 palestinos – disse.

– Não se trata da questão de implementarmos ou não o plano neste momento. Tudo o que estamos pedindo é que Israel aceite, publicamente, a proposta.

– Isso daria aos (negociadores) palestinos o suficiente para que possam falar ao povo: OK, agora nós vamos fazer nossa parte, que Israel está fazendo a sua parte.

Tarazi disse que os palestinos estão prontos para fazer isso. “Mas se Israel nem sequer aceitou o plano, parece que somos apenas um detalhe na ocupação israelense, e não podemos admitir sermos vistos dessa forma.”