Sharon diz que Síria deve mostrar vontade de negociar

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Publicado quarta-feira, 22 de setembro de 2004 as 08:43, por: cdb

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, minimizou nesta quarta-feira a importância do plano sírio de remanejar tropas dentro do Líbano e exortou Damasco a realizar ações para mostrar seriedade em relação à retomada de negociações de paz.

– Ficaria muito feliz em falar com qualquer país árabe – disse Sharon à Rádio Israel.

– Mas temos que ver algum sinal, mesmo o menor deles, de que as intenções sírias são sérias e não somente uma tentativa de desviar a pressão americana – ressaltou.

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, disse neste mês que Damasco tinha interesse em retomar negociações com Israel e pediu esforços de ambos os lados neste sentido.

Mas Sharon rejeitou as medidas divulgadas pela Síria, argumentando que o país precisa reprimir os grupos militantes islâmicos anti-Israel que abriga, antes da retomada das negociações, paralisadas desde o ano 2000.

A Síria está sob pressão liderada pelos Estados Unidos para agir contra grupos militantes e retirar tropas do Líbano. Damasco mantém cerca de 17 mil soldados no país vizinho e tem grande influência no governo. Mas Sharon mostrou-se cético em relação à atitude da Síria.

– Não vemos neste ponto qualquer mudança nas políticas sírias – disse ele ao ser questionado sobre o anúncio da terça-feira de que a Síria remanejará cerca de 3.000 homens dos arredores de Beirute para a fronteira entre os países.

Tropas de Israel mataram nesta quarta-feira um militante palestino do grupo Jihad Islâmica que tentava colocar uma bomba perto da fronteira da Faixa de Gaza com Israel, disse o grupo.
O Exército israelense afirmou que seus soldados dispararam contra um palestino que se aproximava de uma cerca a leste da cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.  A tensão vem crescendo em Gaza desde que Sharon anunciou seu plano de retirar tropas e assentamentos daquela região até o final de 2005.