Sharon diz que EUA estudarão objeções de Isreal a “Mapa de Rotas”

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Publicado terça-feira, 6 de maio de 2003 as 15:18, por: cdb

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou nesta terça-feira, que as objeções de Israel ao “Mapa de Rotas”, a última iniciativa de paz para o Oriente Médio, serão estudadas em Washington nos próximos dias.

A declaração foi feita pelo premier à rádio pública israelense, à qual declarou sua satisfação por se reunir em breve com o novo primeiro-ministro palestino, Mahmud Abbas (Abu Mazen), em uma encontro que “está sendo coordenado”.

Sharon esclareceu também que as negociações com os palestinos se centrarão nos aspectos de segurança, isto é, na suspensão do terrorismo, da violência e da incitação.

O primeiro-ministro disse ainda que Abu Mazen chegou à conclusão de que o Estado de Israel não será vencido pelo terrorismo e que tentará negociar com ele, embora “não será fácil”.

Para apoiar a aplicação do plano elaborado pelo Quarteto de Madri (EUA, UE, ONU e Rússia), no próximo fim de semana chega à região o secretário de Estado americano, Colin Powell, que se reunirá com líderes de ambos os lados.

Além dele, o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, pretende iniciar na próxima semana contatos com funcionários de Israel e da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

O chefe da diplomacia americana se reunirá no próximo domingo com Abu Mazen, informou o ministro palestino para as Negociações com Israel, Saeb Erekat, que afirmou:

– Esperamos que Powell venha até nós com uma resposta israelense ao “Mapa de Rotas”.

Erekat frisou que Israel ainda não aceitou oficialmente o plano de paz, que “inclui uma série de obrigações mútuas a serem cumpridas de forma simultânea”, segundo o dirigente palestino.

– O que pensaria a comunidade internacional se Israel aceitasse a proposta e os palestinos ainda não tivessem feito isso? -, questionou o ministro.

Além disso, Erekat explicou que o presidente da ANP, Yasser Arafat, pediu ao presidente do Governo espanhol (primeiro-ministro), José María Aznar, que faça tudo o que estiver ao seu alcance para que os israelenses aceitem o plano e elogiou a UE por “ainda considerar o líder palestino um interlocutor válido para a paz”.