Sete dias depois de vazamento, água da Baía de Guanabara apresenta melhora

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 27 de junho de 2003 as 15:42, por: cdb

A Fundação Estadual de Engenharia e meio Ambiente (Feema) divulgou nesta sexta-feira novo laudo que comprova uma melhora na qualidade da água do Canal da Penha e da Baía de Guanabara.

As duas áreas foram atingidas pelo vazamento de produtos químicos poluentes que estavam armazenados, clandestinamente, em um galpão onde funcionava a Fábrica de Curtume Carioca, na Penha, destruído por um incêndio no último dia 20.

O laudo revela que os índices de cianeto e dos metais pesados identificados na primeira análise (zinco, cádmio, chumbo, cromo e mercúrio) estão dentro dos padrões estabelecidos pela Classe 5 da Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que define as classes de padrões para águas doces, salobras e salinas.

A exceção é para fenóis (0,007 mg/l), cuja quantidade ainda está acima do padrão, que é de 0,002 mg por litro de água.

A Feema fez a coleta, no dia 24 de junho, de amostras de água em vários pontos da Baía de Guanabara, entre eles as praias de Ramos e de Tubiacanga, na Ilha do Governador.

As amostras indicaram uma redução na quantidade dos produtos acusados na primeira análise.

Em reunião realizada na última terça-feira, a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) multou em R$ 6 milhões Gildo de Carvalho Queiroz, locatário do depósito clandestino onde funcionou a Fábrica de Curtume Carioca.