Servidores da saúde decidem por estado de greve

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 3 de junho de 2011 as 14:27, por: cdb

Servidores da saúde decidem por estado de greve

Até o momento, o governo estadual não apresentou proposta de reajuste salarial. Categoria ameaça paralisação por 48 horas nos próximos dias

Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

Publicado em 03/06/2011, 17:11

Última atualização às 17:11

Tweet

Servidores da saúde: nenhuma proposta salarial do governo de São Paulo (Foto: Guilherme Amorim/RBA)

São Paulo – Servidores públicos da saúde de São Paulo decidiram em assembleia nesta sexta-feira (3) deliberar paralisação nos próximos dias 15 e 16 de junho, caso o governo estadual não dê proposta que satisfaça os trabalhadores. Eles reivindicam à Secretaria Estadual de Saúde prioridade no aumento salarial de 26%. Nova assembleia está marcada para o dia 17.

Em três meses de campanha salarial, o governo não executou as propostas de reajuste para a categoria. Na última rodada de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde-SP) e o secretário Giovanni Cerri, foi apresentada a possibilidade da inclusão no salário do valor de R$ 18 a R$ 30 como gratificação para os funcionários.

A proposta foi considerada “indecorosa” pelo secretário-geral do sindicato, Helcio Aparecido Marcelino, que defende como valor mínimo de gratificação de R$ 230 no salário-base para cada trabalhador. “Este valor nem se compara ao que a categoria pede, e eles aparecem com essa proposta”, rechaçou.

Além do reajuste e gratificação, os servidores reivindicam aumento no valor e redefinição para o prêmio de incentivo, extinção da política de bônus por desempenho, políticas de proteção à saúde do trabalhador, licença-maternidade de 180 dias para todos os regimes de contratação, reestruturação para o plano de carreira, entre outros. A data-base da categoria é 1º de março.

Caso os servidores decidam-se por uma paralisação, o atendimento em postos de saúde (incluindo Unidades Básicas de Saúde), hospitais públicos estaduais e unidades administrativas seriam suspensos os procedimentos de rotina, como exames e consultas. O pronto-atendimento e operações de emergência seriam assegurados.

Leia também:

» Motoristas do Grande ABC encerram greve
» Metroviários de São Paulo desistem de greve e aprovam reajuste de 8%
» Obrigação assumida pelo Brasil, rota de saída do fumo é tortuosa