Seis pessoas são mortas na periferia de São Paulo

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Publicado quinta-feira, 16 de abril de 2015 as 14:55, por: cdb
Os casos foram encaminhados para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP)
Os casos foram encaminhados para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP)

 

Seis pessoas foram assassinadas na região de Parelheiros, Zona Sul da capital paulista, na noite desta quarta-feira. As vítimas foram encontradas num raio de 5 quilômetros, todas atingidas por arma de fogo. As mortes também ocorreram no mesmo horário, às 21h.

Há suspeita de que os crimes possam ter sido retaliação à morte do policial militar Leonilson Figueiredo Filho, de 43 anos. Ele foi assassinado às 6h20 desta quarta, na Estrada do 15, em Parelheiros, próximo de sua residência. O caso foi registrado como homicídio qualificado.

Entre as vítimas da chacina estão Wlisses Dias Júnior, de 35 anos, e outra vítima identificada apenas como Marcondes, conhecido como Índio. Eles foram encontrados na Rua Alice Bastide, altura do número 29. Segundo o Boletim de Ocorrência, eles receberam disparos na cabeça e no tórax. Testemunhas relataram que os tiros partiram de um carro prata, com quatro pessoas, que usavam toucas ninja. Havia também dois ocupantes em uma motocicleta, que participaram da ação.

Próximo dali, a 800 metros, o vendedor ambulante Renato Dias da Silva, de 40 anos, e seu filho Wendel Costa Dias, de 19 anos, foram mortos na Rua Sônia, altura do número 7. Eles foram assassinados com diversos disparos na cabeça e tórax.

Na Rua Fonte Nova, número 29, Cleiton Moura da Silva, 21 anos, morreu com tiros na cabeça e nas costas. Rodrigo da Silva Costa, de 26 anos, chegou a ser socorrido pelo pai, mas morreu no Pronto-Socorro de Parelheiros. Outro rapaz de 25 anos ficou ferido, e foi levado para o Pronto-Socorro do Grajaú e, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, passa por uma cirurgia nesta tarde de quinta-feira. O quadro de saúde dele é estável.

Os casos foram encaminhados para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investigará se há relação entre os crimes.