Sedex desativado por greve dos Correios

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Publicado domingo, 14 de setembro de 2003 as 23:07, por: cdb

Desde sexta-feira, às 18h30, as empresas concessionárias dos Correios receberam ordens para não aceitar a postagem de Sedex 10, Sedex Vip, Sedex Hoje, Telegrama Nacional e Telegrama Internacional devido à greve dos carteiros e demais servidores em todo Brasil. A comunicação foi feita pela Internet e assinada pelo Departamento de Varejo da Empresa Brasileira dos Correios e Telegráfos.

A ordem foi cumprida neste sábado pelas lojas e também nas unidades da empresa em Belo Horizonte e toda região. Neste domingo não estão funcionando os serviços de postagem e entrega de cartas, documentos, malotes e outros. Os sedex comuns postados no sábado só serão encaminhados na segunda-feira, com previsão de chegada só na terça-feira.

Com a greve nacional do pessoal dos Correios, desde a noite de quarta-feira, empresas especializadas em pronta-entrega, bancos e todo tipo de comércio que trabalha regional e nacionalmente estão tendo dificuldades para atender seus clientes em todo o Brasil.

A Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos (ECT) informou que vai contratar mais 2,5 mil pessoas, temporariamente, para dar continuidade aos trabalhos que foram prejudicados por causa da greve de seus funcionários, que começou quinta-feira. Além desse novo grupo, a empresa já contratou mil trabalhadores. A ECT vai convocar a Polícia Militar para garantir a entrada e saída de trabalhadores em seus centros operacionais.

A empresa chegou a anunciar, na sexta-feira, que não iria mais negociar com os trabalhadores em greve, mas voltou atrás e informou que vai “negociar à exaustão” para acabar com a greve.

As assembléias realizadas pelos trabalhadores na sexta em todo o país decidiram continuar a greve. Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, dos cem mil funcionários da ECT, somente 20 mil aderiram à greve. Em São Paulo, por exemplo, dos 12 mil trabalhadores da área operacional, quatro mil cruzaram os braços.

Os funcionários da ECT querem elevar o piso salarial da categoria dos atuais R$ 395 para R$ 1.500 e reivindicam a redução da jornada de trabalho e a retirada do projeto de lei no Congresso que privatizaria a empresa.