Secretaria espera ordem para transferir Beira-Mar

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Publicado terça-feira, 2 de setembro de 2003 as 10:52, por: cdb

Apesar da autorização do Tribunal de Justiça, a transferência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para uma prisão no Rio de Janeiro, depende da entrega de ordem oficial à Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo. Às 9h30, esta notificação ainda não havia chegado às mãos do secretário Nagashi Furukawa.

O juiz-corregedor Miguel Marques e Silva, do Departamento de Execuções Criminais do Tribunal de Justiça de São Paulo, autorizou a transferência na última sexta-feira a transferência. A autorização atende a um pedido de um advogado do traficante.

Beira-Mar está preso no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, desde maio. Na época, a permanência de Beira-Mar por tempo indeterminado no presídio paulista foi anunciada pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e teve o consentimento do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Prisão tem regime disciplinar rigoroso

Na prisão de Presidente Bernardes, os detentos vivem sob um regime disciplinar rigoroso, com limitações de visita de advogados e familiares e nenhum acesso à TV, rádio, jornais ou revistas. Eles usam um uniforme, jaleco e calça bege, e raspam o cabelo.

Desde que foi preso na Colômbia, em abril de 2001, a guarda do traficante tem sido um problema para as autoridades. Depois de um ano preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Beira-Mar foi transferido para o Rio de Janeiro, no presídio de Bangu 1.

Após uma rebelião em setembro de 2002, que deixou quatro traficantes rivais mortos, a saída de Beira-Mar do Estado do Rio voltou a ser discutida. Em fevereiro, o traficante foi levado para o presídio de Presidente Bernardes, onde ficou durante 29 dias. A permanência dele na cidade provocou resistência dos moradores. Antes de voltar a São Paulo, em maio, Beira-Mar ficou preso durante 39 dias na Superintendência da Polícia Federal, em Maceió (AL).

Beira-Mar tem duas condenações pela Justiça de Minas Gerais: 11 anos de prisão por tráfico de drogas e 21 anos por tráfico e formação de quadrilha.